Opinião
Servidores de Deus
| Dom Edvaldo G. Amaral * ... e SERVIDORES DOS HOMENS. Foi esse o título de minha Carta Pastoral sobre as vocações, privilegiando as vocações sacerdotais, com vários gráficos estatísticos sobre a situação do número das vocações ao presbiterado naquela época. Esta Carta Pastoral está na publicação ?Palavra do Pastor?, uma gentileza da Gráfica Editora Gazeta, com prefácio do caríssimo mons. Pedro Teixeira Cavalcanti, que me dedicou o trabalho de coletânea de meus artigos na Gazeta como presente dos 25 anos de meu episcopado, no Ano Santo 2000. Também essa inscrição foi colocada no pedestal da Imagem de Nossa Senhora, comemorativa do Ano Santo Mariano e erguida no pátio externo do então Seminário Arquidiocesano, hoje Seminário Provincial. Eram doze os seminaristas que encontrei no Seminário de Maceió, em janeiro de 1986, quando iniciei meu serviço pastoral na capital alagoana. Doze apenas, como os Apóstolos de Jesus, santos e falhos talvez como eles o eram. Doze, que me enviaram um carinhoso cartão de acolhida quando, estando em Parnaíba, fui transferido pelo papa João Paulo II para a Sé Metropolitana de Maceió. Conservo esse cartão com carinho. Dele fiz cópia xerografada que entreguei a algumas pessoas interessadas em estarem ao par da história vocacional de Alagoas. Desses, um pouco mais da metade ordenaram-se sacerdotes. Quando deixei a diocese, um mês e pouco dias após completar os 75 anos, prescritos pelo cânon 401 § 1 do Código de Direito Canônico, os seminaristas maiores (filosofia e teologia) de Maceió eram mais de 80 (oitenta), com outros mais de Penedo, Palmeira e Petrolina, e mais os seminaristas menores, isto é, os do ensino fundamental, que estudavam em Penedo. Era o resultado visível do trabalho vocacional, realizado na diocese, também com a prece contínua, Rosário: ?Dai-nos, Senhor, os Padres de que Alagoas precisa!? Hoje vejo com alegria para meu coração de bispo que o Sr. Arcebispo, meu sucessor, Dom José Carlos, neste dia 4, ordena presbíteros sete jovens de nosso Seminário: Alecsandro da Silva, Fernando Bezerra, Francisco Assunção, Francisco Maurício - e Edvan Bernardino, Érico Falcão e Gilmar Custódio. Os quatro primeiros fizeram todo o curso - três anos de filosofia e quatro de teologia - , portanto desde 1997, aqui em Maceió, os três últimos completaram seus estudos em Roma, enviados já por Dom José Carlos, como reitor do Seminário, que o era naqueles anos, além de arcebispo coadjutor. É isso aí. Já São Paulo nos adverte em sua 1ª Carta aos Coríntios, no cap. 3, vers. 6: ?Eu plantei, Apolo regou, mas era Deus quem fazia crescer?. (*) É arcebispo emérito de Maceió.