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Opinião

Adeus, Z� Apr�gio

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| Aloisio Vilela * Você foi embora. Com você, também foi a coragem, a serenidade, a simpatia e a habilidade. Coragem, porque desde muito cedo, praticamente sozinho, assumiu quase todas as responsabilidades, familiares e empresariais, que o velho senador Teotônio Brandão Vilela, seu pai, deixou quando partiu para se encontrar com o ?Meigo Nazareno?. Você, meu caro, além de inúmeras iniciativas ímpares que geraram emprego e renda para o sofrido povo de nossa ?pátria de nascimento?, através de um gerenciamento exemplar, recebeu o título de empresário modelo que tanto o enobreceu e engrandeceu Alagoas. Sei do trabalho que você realizou e, por isso, o município de Viçosa tem a obrigação de colocar na galeria dos nossos imortais o seu nome. Serenidade, porque você nunca permitiu que a nossa querida Viçosa, que na realidade é uma única família, tão cheia de altas idéias e nobres e elevados sentimentos, por mais turbulentos que fossem os momentos, enveredasse por caminhos inescrupulosos ou passasse ao domínio de pessoas inexperientes e sem visão. Em você, meu caro Zé Aprígio, por mais possante que seja o instrumento utilizado para enxergar, ninguém consegue ver a menor mácula, por mais minúscula que seja. A extraordinária simpatia e habilidade que Deus lhe outorgou era notória em seu semblante e fazia com que todos vissem em você alguém que devia ser seguido não só devido ao seu bom senso e as suas virtudes, mas, sobretudo, a sua autoridade cívica, ao prestígio moral e intelectual de sua pessoa. Sua atenção e generosidade para com todos, característica dos grandes espíritos, são indiscutíveis. Mas foram os últimos e dolorosos anos de sua existência que fizeram com que ninguém pudesse se conter e as lágrimas resvalassem por quase todas as faces. Viçosa por muito tempo ficará trajada de preto. Um dos mais ilustres filhos da terra estava acordado e agora dorme. Desta vez, o seu sono não tem fim. Não terá sonhos ou pesadelos. Ninguém poderá despertá-lo, senão Ele, o Eterno. Meu caro Zé Aprígio, aqui me despeço de você. Perdoe a pequenez e o raquitismo do texto. Gostaria de lhe dizer uma coisa: eu que constantemente vou a Viçosa sempre passo em frente à Casa Grande da Boa Sorte. Lá, na Boa Sorte, o panorama continuará luminoso, os eucaliptos que você plantou continuarão exalando perfume, o canto melancólico das cigarras continuará anunciando o crepúsculo e a casa-grande sempre estará de janelas e portas abertas, pois mesmo dormindo você está acordado. Do primo. (*) É viçosense.

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