Opinião
Jos� Apr�gio Vilela
Lysette Lyra* Já falaram de sua personalidade firme, realizadora, de sua amabilidade, de sua precoce responsabilidade para gerir com êxito em seus negócios e orientar uma numerosa família, substituindo seus pais, mortos prematuramente. Não me resta muita coisa a acrescentar diante das emotivas crônicas que alguns jornais têm publicado sobre José Aprígio Vilela! Mas é impossível conter os meus sentimentos ante uma fatalidade tão difícil de aceitar como essa! A vida e a morte são os mistérios inexpugnáveis impostos aos mortais no contexto de suas existências. Por mais que queiramos compreendê-la, explicá-las através das diferentes religiões, elas permanecem insondáveis, misteriosas nos parâmetros das conjecturas! Quantas conquistas a ciência já realizou: conseguiu clonar vidas, gerar seres em vítreo, inseminar óvulos, ressuscitar tantas vítimas de paradas cardíacas, aumentar o limite de vivência, mas quando o mal é irremediável, todos os conhecimentos do homem sucumbem diante do imponderável! A morte, impiedosa, injusta, cruel leva aquela vida, tão indiferente à dor que se abate sobre os que a amaram! Agora só restam a saudade e toda as lembranças dos momentos felizes que ficaram! José Aprígio Vilela partiu! Lutou com bravura contra a doença cruel que o acometeu! Enfrentou todo sofrimento sem desanimar, mas, infelizmente, tombou derrotado contra o inimigo terrível! Como me lembro com carinho e saudade do seu sorriso franco, da sua simpatia e doçura em tratar seus amigos; mesmo quando era para ajudar uma causa, ele não se omitia! Tão jovem ainda! Havia tantos caminhos para percorrer! Como é frágil a vida! Nós, às vezes, ficamos empolgados com nossas ilusões, esquecemos que somos realmente incapazes de defendê-la! Somos audaciosos fantoches com pretensões de poder, mas, diante das forças de Deus, caímos por terra subjugados. O que termina ficando são as boas coisas que realizamos durante a vida, o amor que oferecemos, a imagem radiosa que deixamos! Se existe um céu, estou certa de que é lá que você, querido José Aprígio, está! Encantando os espíritos com sua presença cheia de luz! Tem-se que buscar na fé o consolo para uma tão grande perda! Nós, os seus amigos e admiradores, acrescentaremos sua lembrança ao rol dos ilustres alagoanos que a morte arrebatou, mas sua lembrança ficará para sempre na história de nosso Estado. (*) É escritora.