Opinião
Virgem dos Prazeres
| DOM JOSÉ CARLOS MELO, CM * A Igreja Particular que está em Maceió celebra os festejos de sua excelsa Padroeira, Nossa Senhora dos Prazeres, protetora da Arquidiocese, da cidade de Maceió e Titular da Igreja Catedral. A solenidade está unida a toda Igreja, neste ano da Eucaristia com o tema: Maria Mulher Eucarística. Verdadeiramente Maria, a Mãe do Senhor, ensina-nos o que significa entrar em comunhão com Cristo: ofereceu a própria carne, o próprio sangue a Jesus e tornou-se tenda viva do Verbo, deixando-se penetrar no corpo e no espírito pela sua presença. O título dado a Maria Santíssima, ?Mãe dos Prazeres? nos faz recordar na Sagrada Escritura os passos percorridos por Maria: A Anunciação do Anjo; a visitação a sua prima Isabel; nascimento de Jesus; o encontro de Jesus no Templo; a Ressurreição de Jesus; A vinda do Espírito Santo e a Gloriosa Assunção da Virgem. A história da devoção a Nossa Senhora dos Prazeres é oriunda da época da colonização do Brasil, veio de Portugal, por meio do Comandante Geral das tropas portuguesas que lutaram contra os holandeses, o senhor Francisco de Menezes, erguendo sua primeira Igreja para o culto Mariano no Monte dos Guararapes na cidade de Recife. Partindo do nosso estado vizinho, a devoção entrou em terras alagoanas e a devoção a Virgem dos Prazeres foi estruturada com a criação da paróquia em 1820, sendo nomeado como primeiro Pároco, o Pe. Antonio José de Caldas, que não tomou posse, porque foi nomeado deputado e chamado para a corte, deixando em seu lugar o Pe. José Joaquim Rodrigues da Silva que praticamente foi o primeiro pároco a assumir os trabalhos. Com o passar do tempo, surge a necessidade de um novo templo, sendo colocada a primeira pedra, em 22 de julho de 1840. Durante quase 19 anos, desenvolveram-se os trabalhos da construção e o maior apoio foi dado por alguns frades Capuchinhos. Por esse motivo, com satisfação e como expressão do nosso reconhecimento, lembramos os nomes de Frei Eusébio de Sales, frei Henrique, frei Luiz da Crava e frei José de Santa Engrácia, que até mesmo antes da criação do convento já trabalhavam nesta terra. A bela imagem da Virgem dos Prazeres foi doada pelo barão de Atalaia. E o novo templo deve-se ao dinamismo pastoral do saudoso cônego João Barbosa Cordeiro, fundador da Santa Casa de Misericórdia de Maceió e pároco da então nova matriz. Sua inauguração ocorreu em 20 de dezembro de 1859, contando com a honrosa presença de sua majestade o imperador Dom Pedro II e a imperatriz dona Tereza Cristina, que entraram para a cerimônia religiosa ao som das notas vibrantes e solenes do ?Te-Deum?. (*) É arcebispo metropolitano de Maceió.