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Opinião

Defesa perigosa

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Não há áreas ou camadas sociais a salvo da sanha dos ladrões em Maceió. Como bem identifica reportagem em nossa edição de hoje, a proliferação das gangues e das ações dos bandidos faz ressuscitar uma antiga instituição, o ?inspetor de quarteirão?, agora revivida como organismo não-governamental, na forma de ?vigilantes noturnos? ? que em breve deverão se converter em ?vigilantes diuturnos?, pois os assaltantes e demais malfeitores, há muito, deixaram de atuar apenas no período noturno. Por um lado, está se oferecendo um emprego honesto a muita gente; por outro lado, é forçoso se reconhecer que esta modalidade de trabalho, longe de ser nova, está se multiplicando em função da impotência e incompetência das autoridades em dar respostas minimamente eficientes à esta realidade de crescimento galopante da insegurança pública (talvez seja por coerência que as secretarias deixaram se chamar de ?segurança pública?). É necessário igualmente se reconhecer que com o aumento da criminalidade como um todo, da organização e da periculosidade dos bandidos, esses novos postos de trabalho tendem a ser de alto risco. E os populares vigias noturnos, armados com cassetetes e apitos, tendem a se metamorfosear em seres inadequadamente armados (além de perigoso, ilegal). Acurando um pouco mais a vista, enxergaremos o caos na penumbra dessa noite de insegurança geral. Os conceitos e as práticas de segurança pública precisam sofrer alterações e adaptações a esta nova realidade. Planos e investimentos precisam de novos dimensionamentos. A tecnologia tem de ser colocada ao lado e a serviço da segurança da população em todas as áreas urbanas e camadas sociais. O improviso, nesta área, pode ser tão ou mais perigoso que o problema que se pretende enfrentar.

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