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Opinião

A decis�o

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| Dom Fernando Iório Rodrigues * Se fizermos, entre nossos conhecidos, uma rápida pesquisa sobre a conotação do verbete ?decisão?, certamente iremos descobrir significados os mais variados. Dirão alguns que se trata de uma escolha, após avaliação do que se quer; outros de certo, afirmarão tratar-se de exprimir preferência por uma entre varias alternativas; não poucos preferem não perder tempo, optando pelo óbvio; muitos outros preferem deixar claro que decidir é abandonar-se ao acaso, escolhendo a primeira coisa que passa na cabeça. Refletindo sobre essas respostas hipotéticas, bastante diversificadas, embora, por mais realistas, podemos salientar três aspectos relevantes que nos levam a entender aquilo que é tomar decisão. O primeiro aspecto se prende, ao verdadeiro conceito denotativo do termo ?decisão?: escolher uma dentre várias possibilidade e opções. O segundo diz respeito ao risco inerente de se tomar uma decisão vez que algumas têm relação com resultados imprevistos, com certeza. O último dos aspectos refere-se à percepção de quem decide quando enfrenta o processo de, devidamente escolher, como ato deliberado ou não. De certa maneira, os vínculos externos que limitam a capacidade humana de tomar decisões acertadas são, facilmente perceptíveis: o tempo é pouco, as informações são incompletas, o futuro é incerto!... Mas, nem sempre têm as pessoas consciência de quanto suas decisões podem estar condicionadas por hábitos de enquadramento, tendências de ancoragem em escolhas anteriores ou mesmo por contaminações de crenças comodistas, que facilitam toda espécie de permissividades, de fatalismo, chegando a criar a idéia de que decidir torna-se um ato tão complicado que melhor seria deixar essa tarefa ao acaso. No final, chegam muitos a interrogar-se: ?Será que eu sou capaz de decidir sozinho?? ?Será que vou tomar a decisão certa?? O importante é ter a experiência do cotidiano. Quem tem de decidir deve ter a experiência do dia-a-dia sobre o setor de sua decisão. Quando não houver essa experiência ou quando essa for insuficiente faz-se mister a ajuda de um perito a ver qual dentre tantas alternativas, é a melhor a ser escolhida. Interessante está em que as decisões arriscadas se encontram entre as que melhores alternativas oferecem, com resultados prováveis. O importante é não precipitar-se, não apressar-se ao tomar decisões. A pressa é a grande inimiga das boas decisões. Decisões apressadas só quando as oportunidades são únicas e irreptíveis. (*) É bispo de Palmeira dos Índios.

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