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Opinião

Aulas de perigo

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O banditismo teima em bater as portas das escolas. E o faz com alarde, como se a sociedade não tivesse condições de opor resistência, de reagir a tal descalabro. Diversificadas são as ações dos marginais solitários e das gangues que infestam os arredores das escolas, agindo com mais desenvoltura no período noturno. Traficam drogas, fazem assaltos, violentam, ameaçam, extorquem ? de tudo fazem, com a aparente convicção de nada lhes impõe respeito. Os casos retratados em reportagem publicada em nossa edição de domingo reafirmam não só a persistência desse grave problema, como seu agravamento. Terá a sociedade que organizar milícias para garantir a integridade (física e moral) e os bens dos estudantes, especialmente daqueles que ousam freqüentar as salas de aula no período noturno. Houve um tempo em que se investia em Batalhão Escolar. A quantas andas, na prática, essa política? É verdade que nem só os estudantes estão à mercê dos bandidos. As evidências indicam um crescimento assustador da ousadia das gangues em Maceió e em todo Brasil (esse não é um problema típico de nossa cidade). As evidências cobram novas e mais eficientes políticas públicas no campo da segurança pública. Uma das obviedades que saltam à vista de quem se preocupa com esta questão é o fato de que, com tantos e tão variados problemas de segurança, seria lógico desenvolver ações especiais para áreas comprovadamente de risco e preferência de atuação dos bandidos. E as escolas são um desses pontos nevrálgicos, um ponto exposto e preferido para a prática de vários tipos de crimes. Porque não proporcionar à essa área um tratamento especial? Garantir a segurança nas escolas e em seus entornos é garantir um mínimo de atenção ao futuro de nossa sociedade.

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