Opinião
Gazeta de Alagoas
| LYSETTE LYRA * Falar sobre a Gazeta de Alagoas é registrar o seu importante papel na imprensa alagoana. Fundada em 1936 teve seu maior desenvolvimento quando passou às mãos do Senador Arnon de Mello. Jornalista experiente e de grande valor, com inerente dinamismo, deu ao velho jornal uma nova característica, sempre procurando colocá-lo à frente dos órgãos de notícia de Alagoas. Tal idealismo foi continuado por seus descendentes que, donos de visão abrangente, não pouparam esforços para torná-lo um diário moderno, adquirindo máquinas atualizadas, emprestando à Gazeta um aspecto aprimorado e avançado. Colocando no quadro de seus operadores: jornalistas, redatores, linotipistas categorizados que fazem da Gazeta o jornal mais lido do Estado. Agora, sob a direção de Fernando Collor, organizado e detalhista, o periódico adquiriu um visual mais atraente e atualizado, enriquecido com uma secção dedicada à literatura e outra ao turismo, com a preocupação, imparcial, de levar ao leitor os acontecimentos mais polêmicos do momento. Estive há pouco tempo no Canadá e notei que os diários de lá apresentam uma feição bem semelhante a nossa Gazeta. A maioria das pessoas que compram um jornal buscando notícias, informações, comentários, publicidades, artigos literários, não tem a menor idéia do trabalho colossal que é requerido para criar essas páginas que estão entre suas mãos e que são postas de lado tão logo satisfaçam seu interesse por elas. Um dia de confecção de um jornal equivale a uma verdadeira batalha. Um verdadeiro formigueiro se locomove dentro das paredes de uma redação. Uma legião de repórteres, fotógrafos, de desenhistas, escritores, redatores, linotipistas, trabalham febrilmente selecionando artigos, fotografias, enfim, todo material necessário para enquadrá-los no espaço de que dispõem para a formação das páginas do jornal. As palavras devem ser as mais apropriadas e de um modo conciso. Há que produzir profunda emoção. Tudo tem que formar um conjunto que consiga produzir no público o impacto e o prazer da leitura. Existem ainda os revisores, os guardiões da linguagem. É o linotipista que se encarrega da diagramação e formação das páginas. Tudo será fotografado e corrigido em poucos minutos para que o periódico esteja pronto para ser rodado nas máquinas cilíndricas. Hoje com o advento do computador e de maquinas mais modernas a confecção de um jornal melhorou sua complexidade, mas ainda é bastante trabalhoso. Tanta luta e o jornal custa tão pouco! Sua vida é tão efêmera! Mas suas idéias têm o poder de influenciar o publico! (*) É escritora.