Opinião
Mem�ria - Editorial
Depois do vaivém de decisões judiciais autorizando e impedindo a construção do Memorial da República, finalmente uma decisão foi tomada: as obras seguem adiante. Legalizado o empreendimento, agora é tocar a obra, buscando concluí-la a tempo de ser entregue o mais rápido possível, tentando realizar em torno da inauguração do memorial uma grande festa pela República. Persistem as críticas quanto ao local escolhido. A locação, defronte ao mar, provocou críticas, assim como a localização do Memorial Teotônio Vilela. As críticas não podem ser desconsideradas, mas não podem pretender interromper projetos que estejam plenamente legais. O certo, e elogiável, é o esforço para preservar e valorizar a memória histórica de Alagoas. Assim, Teotônio (o Senador da Anistia), Deodoro (o Proclamador da República) e Floriano (o Consolidador da República) merecem ? entre outros luminares ? as homenagens perenes da terra onde nasceram. Memoriais são tributos merecidos. Mas outros tributos são indispensáveis. Uma das atitudes mais importantes nessa política de valorização da memória é a preservação e recuperação de sítios historicamente expressivos. Em termos de República, o mais valioso dos bens alagoanos é a cidade de Marechal Deodoro. A restauração do patrimônio arquitetônico naquela cidade será uma gigantesca contribuição à preservação da memória republicana. Recuperar o patrimônio da cidade de Marechal Deodoro deveria ser uma prioridade política alagoana. Assim como a pesquisa e recuperação, em Ipioca, das áreas naquele distrito que foram importantes na vida de Floriano Peixoto. Que seja concluído e festejado o Memorial da República, mas que não sejam esquecidos os sítios históricos originais dos dois grandes marechais ? Deodoro e Floriano ? responsáveis pela construção da República brasileira.