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09 de setembro - Dia do Administrador

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| Armando Lôbo * Neste ano em que estamos comemorando 40 anos da regulamentação da profissão do administrador fomos atropelados por denúncias de práticas políticas nocivas, relações promíscuas entre poderes, incestuosas entre as esferas municipal, estadual e federal e de subserviência entre o servidor indicado e o político que o indicou. Tudo isso em detrimento do detentor do poder, do qual dele emana e deverá ser exercido: o povo. Concomitante aos fatos políticos, nos deparamos com duas realidades antagônicas. Uma que caminha com os avanços da ciência e tecnologia do século XXI, produzindo alimentos transgênicos e pesquisando células-tronco; outra estagnada no tempo, que não consegue distribuir a riqueza produzida, saciar a sede e a fome, propiciar acesso aos serviços de saúde e educação de qualidade. Na área tributária não é diferente, o governo federal participa com quase 70% do bolo tributário e os municípios com minguados 12,9% para atender as demandas crescentes de educação, saúde, infra-estrutura urbana, agricultura e outras. Como exemplo, na Alemanha 50% do que é arrecadado fica no município, 25% para o Estado e 25% para a União. Essa linha é correta, pois é nos municípios que residimos e vivemos os problemas. Viabilizemos as cidades e viabilizaremos o Brasil. A fixação em servir aos donos do dinheiro mundial faz com que presenciemos a adoção de políticas públicas estrábicas com uma estratégia de desenvolvimento voltada à exportação, à obtenção do superávit comercial para pagar dívidas contraídas e não auditadas. Isso nada vale se não conseguimos atender as necessidades orgânicas e higiênicas de nosso povo. É nesse contexto que se deve colocar o administrador, criando o novo paradigma da excelência, da competência, da ética e justiça social nas relações de gestão do Estado. A gestão tem que ser entregue a quem dela entende. Se eu quero construir um imóvel, irei chamar um engenheiro. À noite, meu incisivo doendo, recorro ao dentista. E uma empresa, em estado, um país, deve ser gerido por empirismo? Não quero pontificar que só o administrador sabe administrar. Mas é fundamental que se profissionalize a gestão, qualificando e buscando profissionais sem compromisso com vícios e com visão sistêmica do processo gestor. O político é necessário, pois ele viabiliza o projeto técnico, mas se torna necessário ter assessores qualificados para que sua gestão atinja os objetivos propostos. A nossa missão é árdua, mas será gratificante quando com competência, responsabilidade e ética melhorarmos nossa triste realidade. Parabéns, administradores. (*) É conselheiro federal CFA.

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