Opinião
Tr�fego pesado - Editorial
A confusão que envolve os transportes rodoviários coletivos em Alagoas vem percorrendo uma longa estrada. A disputa entre os meios de transportes convencionais e alternativos é marcada por vários atritos: os donos das empresas de ônibus dizem que a concorrência dos ?perueiros? é desleal, e que isso vem causando crise no setor, com demissões, reduções nas frotas e outras restrições; já os informais apelam para o direito de sustentar as suas famílias e para a livre concorrência. Toda boa e leal concorrência é salutar para a evolução dos serviços, necessária para a não existência de cartéis, e, para que ela aconteça, é indispensável que haja regulamentação. Afinal de contas, toda disputa se dá com regras pré-estabelecidas e respeitadas. Sem normas adequadas e fiscalização dessas normas, a tendência é a perda do controle, algo parecido com uma partida de futebol entre Brasil e Argentina, sem um juiz para apitá-la. Quem é o responsável pelas rédeas da querela (nesse caso, a Arsal) que assuma e cumpra com suas obrigações, regulando essa situação, garantindo ? em primeiro lugar ? que os serviços sejam prestados, e depois buscando harmonizar o conflito. Se o dito popular ensina que o direito de um termina quando começa o do outro, é necessário que os representantes dos dois setores tenham o bom-senso de perceber que nenhum dos dois lados pode ter 100% de suas aspirações atendidas, nem poderá excluir o outro. A Arsal já foi chamada a ocupar seu lugar de mediadora do embate, caberá a ela, agora, fazer nada mais do que sua função, para que essa novela tenha final feliz. Os dois lados têm suas razões, o problema é que estas são contraditórias e, em vários aspectos, excludentes. Os dois setores devem aprender a administrar os conflitos, buscar soluções e conviver com a concorrência.