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Formas discut�veis - Editorial

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Polêmicas não têm faltado em relação aos recentes monumentos alagoanos, mas, no geral, os debates têm focado nos aspectos legais das construções. Definida pela legalidade, a discussão oficial cessa, como se tudo estivesse resolvido e na perfeita paz de Deus. Mas, eis que, sobre esses polêmicos monumentos, as principais contendas de opinião não estão situadas no universo da legalidade. As divergências de teses, normalmente, se manifestam nos campos da estética e da utilidade e da periculosidade das obras em apreço. O caso mais flagrante, e praticamente unânime, é o do ?tributo a Mário Covas?. A alegoria surge de repente, no meio das pistas de uma rodovia já bastante perigosa, ampliando os riscos de vida dos transeuntes. A escultura, no meio da AL-101 Norte, é, sem dúvida, uma surpresa de mau gosto. E depois do sobressalto, o passante não tem a menor idéia do porque lhe arriscaram a vida. Como adivinhar que o quase-atentado é uma homenagem ao ex-governador de São Paulo? O monumento ao milênio, erguido numa área carente de investimentos de todos os tipos, não disse ainda a que veio, nem a qual milênio homenageia ? se ao que passou ou ao que está passando. Roubando a cena das belíssimas enseadas de Pajuçara e Jaraguá, os memoriais a Teotônio Vilela e à República são homenagens mais que pertinentes. Sobre isso não cabem críticas. O Menestrel das Alagoas, os marechais Deodoro e Floriano precisam de reconhecimento em sua terra. Mais, precisam de reconhecimento em todo o Brasil. Mas os monumentos, esses sim, merecem críticas, até porque diluem as homenagens apropriadas, ao dividir comentários sobre as impropriedades das obras em si. É ótimo Alagoas homenagear quem merece. Mas se os objetos das homenagens atraíssem menos críticas, seria bem melhor.

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