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Opinião

Salvem os sururus! - Editorial

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Não há dúvidas que a natureza foi generosa com o Estado de Alagoas. A beleza das paisagens de todo o Estado é cantada em músicas, recitada em versos e constatada pelos olhos de todos. Algumas vezes, esquece-se que a importância dessa ?vocação? natural não é apenas estética e que essa bênção está intrinsecamente ligada à nossa existência, subsistência, e, por conseguinte, sobrevivência na terra. Quando os órgãos públicos ligados ao meio ambiente tomam iniciativas que lembram a sociedade do valor de nossas riquezas naturais, eles merecem aplausos. Como no caso do IMA, que interrompeu as obras da Prefeitura de Maceió para a urbanização da Avenida Assis Chateaubriand. A área onde estão sendo executadas as obras é considerada de Proteção Permanente e qualquer intervenção só pode ser feita com licença ambiental, o que a empresa Arquitec, responsável pelos trabalhos, não tem. Maceió não tem tratado bem o seu meio ambiente, diga-se a verdade! Basta andar pelas ruas e ver que a cidade está ?entregue às baratas?. Lixo em todo lugar; árvores cortadas sem o menor critério; construções erguem-se, desmatando sem fiscalização; esgotos a céu aberto; enfim: o paraíso das águas não é mais cristalino como outrora. Cabe ao IMA atuar de maneira eficaz e competente para reverter esse quadro. E o trabalho é grande: o esgoto Salgadinho não pode voltar, ainda, a ser chamado de rio; o sururu de capote, símbolo da fauna alagoana, não resiste à poluição das lagoas que inspiraram o nome do Estado; e tantos outros exemplos de descaso ambiental mancham a aquarela tropical alagoana. Vale alertar para uma rigorosa e permanente fiscalização do IMA nas regiões dos mangues e na Área de Proteção Ambiental da Ilha de Santa Rita. A sociedade deve aplaudir, incentivar e cobrar atuação brilhante nesse sentido.

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