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Nº 5749
Opinião

Em prol da inf�ncia

Cerca de 180 líderes do mundo, entre eles, 70 chefes de Estado ou de governo, participam da Cúpula Mundial sobre a Infância, realizada em Nova Iorque. A reunião começou na quarta-feira e será encerrado hoje. No mesmo dia, o papa João Paulo considerou-a i

Por | Edição do dia 10/05/2002 - Matéria atualizada em 10/05/2002 às 00h00

Cerca de 180 líderes do mundo, entre eles, 70 chefes de Estado ou de governo, participam da Cúpula Mundial sobre a Infância, realizada em Nova Iorque. A reunião começou na quarta-feira e será encerrado hoje. No mesmo dia, o papa João Paulo considerou-a importante “porque chama a atenção para os problemas que afetam a infância, um tesouro precioso, mas também vulnerável da família humana”. E fez um apelo à comunidade internacional para que defenda e respeite os direitos das crianças. O papa também convidou os católicos a orar pelo êxito dessa conferência mundial destinada a avaliar os avanços obtidos com os compromissos celebrados na cúpula que aconteceu em 1990. E a renovar os antigos compromissos voltados para o direito à vida, à saúde, à educação das crianças. Apesar de decorridos mais de 10 anos, os povos, em várias partes do planeta, não esqueceram dos compromissos então celebrados. Da meta de os países ricos destinarem 0,7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) para a saúde e a educação nos países pobres. Estes, por sua vez, deveriam usar 20% de seus orçamentos para o bem-estar social, mas, segundo a ONU, não gastam mais que 14%. Durante a abertura da nova Cúpula, que termina hoje, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, reafirmou que as crianças precisam crescer sem pobreza, sem fome, sem guerras e sem exploração. Para isso, acrescentamos, bastam que os poderes públicos e as mais diversas instituições reflitam sobre a mensagem do papa e ajudem os países a avançar com as iniciativas que já acabaram com os problemas da paralisia infantil em muitos países, entre os quais o Brasil, nos últimos 20 anos. Estamos entre as nações de maiores desigualdades sociais e econômicas, e que não podem continuar por mais tempo sem os investimentos de há muito necessários para o combate dos problemas mais sérios. Como o desemprego e a fome, que têm alimentado os ainda preocupantes índices de mortes de mortalidade infantil e de mortalidade geral de causas evitáveis.

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