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quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
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| ALOÍSIO FERREIRA * Maceió é uma cidade com vocação turística pela suas belezas naturais. Com seu mar, canais e lagoas de beleza rara, pode-se dizer que possui as mais bonitas praias urbanas do mundo, e um povo muito hospitaleiro. Teve seu crescimento turístico acentuado nas últimas três décadas, iniciando-se com o advento do hotel Jatiúca. Lembro-me muito bem quando viajava por este País afora, principalmente no sul maravilha, sempre ouvia alguém falar: Vou passar uma temporada no Jatiúca. Não havia referência a Maceió. Em alguns casos, confundia-nos com outra cidade nordestina. Mas deixemos para lá. A geografia dependia do nível de ignorância de cada um. Em algumas ocasiões, ficava um pouco aborrecido e me lembrava daquele presidente americano que considera Buenos Aires capital do Brasil. De lá para cá, Maceió vem crescendo num ritmo muito acentuado. Inúmeros hotéis foram construídos, e já chegamos a ser o principal destino turístico do Nordeste. Nos últimos tempos, houve um declínio em tal crescimento. Porém, ultimamente, já se percebe um ressurgimento, haja vista figurarmos em quinto lugar, de acordo com a imprensa. No carnaval deste ano, em que os maceioenses costumam sair para outras praias e para outros carnavais, como os de Recife e Salvador, fiquei em Maceió. Pude observar as praias, hotéis e restaurantes cheios de turistas, talvez pela tranqüilidade que ainda impera em nossa terra, a qual espero que perdure por muito tempo. Apesar de suas belezas naturais, a cidade ressente-se da falta de saneamento, pois conta com apenas 30% de rede coletora de esgotos. Isso faz com que os esgotos venham contaminar as praias, lagoas e o lençol subterrâneo. Necessita-se aproximadamente de R$ 450 milhões para o saneamento total da cidade, o que é impossível de ser sanado apenas com recursos do governo estadual ou da Casal. O Saneamento da capital passa por uma parceria envolvendo os governos Federal, Estadual e Municipal e sendo complementado pela iniciativa privada. A idéia seria o poder público implantar os coletores troncos, emissários e redes principais e a iniciativa privada, as redes secundárias dos loteamentos, condomínios e conjuntos residenciais organizados. O exemplo dessa solução ocorreu principalmente nos bairros de Jatiúca, Stela Maris e adjacências, onde a Casal implantou os coletores principais e os empreendimentos imobiliários, as redes secundárias. (*) É engenheiro e presidente do Clube de Engenharia.

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