Opinião
Em defesa da vida
A Campanha da Fraternidade 2011, Fraternidade e a Vida no Planeta, lançada na última quarta-feira, é mais uma das mais importantes iniciativas da Igreja que deve contar com o envolvimento, a participação decisiva das instituições governamentais e não governamentais, a fim de que no Brasil e nos demais países ocorram avanços cada vez mais expressivos nas lutas, nas mobilizações, nas discussões contra as diversas formas de destruição, de devastação dos recursos naturais, de agressões à Natureza. Para que tenhamos não apenas leis nessa área, consideradas as mais avançadas do mundo, e sim, as mais eficazes. Mais projetos e programas que priorizem os incentivos à preservação, a partir das escolas e ações realmente positivas de combate e fiscalização. A propósito, dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que há, no Brasil, desconhecimento sobre as espécies e o meio ambiente em todas as regiões, ?o que afeta as possibilidades de preservação de animais e plantas, inclusive os mais ameaçados?. Os técnicos do Ipea sugerem, que ?o potencial da perda de biodiversidade seja considerado, efetivamente, no âmbito decisório, quando da implementação de políticas e ações, nas esferas pública e privada, de forma a evitá-la ou mitigá-la. Merecem destaque as obras de infraestrutura e o uso do solo para as chamadas atividades produtivas, por serem importantes vetores associados a essa perda. Entre essas perdas, podem estar as chaves para a cura de doenças, o aumento da produção de alimentos e a resolução de muitos outros problemas que a humanidade já enfrenta ou enfrentará. Para além das palavras, embora nesse caso elas sejam mais fortes do que em outras ocasiões, deve-se obter avanços realmente concretos. O primeiro passo, a campanha na rua, já foi dado.