Opinião
Quintal vizinho - Editorial
Pernambuco terminou ganhando a refinaria de petróleo sonhada por vários estados, dentre estes, Alagoas. Cada Estado lutou com todas as suas forças, esgrimiram-se argumentos, travaram-se polêmicas e trocaram-se acusações. No final, Lula e Hugo Chavez assinaram o compromisso internacional de parceria assegurando a Pernambuco a felicidade de receber a destilaria. Num feliz gesto, a refinaria será batizada como Abreu e Lima, general pernambucano que também é herói na Venezuela, para onde foi lutar ao lado de Simon Bolívar, nos revolucionários anos do século XIX, quando da libertação da maioria das nações sul-americanas do jugo colonialista. Felizes estão os pernambucanos. Têm razão, pois só na construção da refinaria serão investidos US$ 2,5 bilhões. Depois é só manter o caixa aberto. Alagoas pretendeu um lugar ao sol nesta disputa. Não fomos felizes, mas muitos concorrentes de peso também foram descartados. Só havia lugar para um. Não é o caso de choramingar, mas devemos reclamar mais investimentos (produtivos) de porte em nosso Estado. Alagoas tem muito potencial para receber tais aportes, e riquezas naturais, como o gás natural, justificam a construção de refinarias destinadas a processar esse patrimônio ? isso para citar apenas um exemplo. Alagoas deve se mirar no exemplo pernambucano, nesta recente conquista e em outras ao longo de toda história. Devemos igualmente olhar atentamente o exemplo baiano (que acolheu as indústrias que comporiam o sonhado pólo cloroquímico em Alagoas). E por que não, vamos olhar para Sergipe, também rico em lições como aproveitar as oportunidades. Alagoas precisa ganhar empreendimentos de porte, para auxiliar nossa economia e gerar mais empresas. Precisamos sair do marasmo, precisamos aprender com os vizinhos.