Opinião
O referendo
| LYSETTE LYRA * ?To be or not to be?! Ser ou não ser! Vocábulo Shakespeariano que traduz a essência da dúvida, quando o indivíduo se encontra diante da necessidade da escolha entre duas atitudes angustiantemente antagônicas, ambas com suas realidades aparentemente justificáveis. Assim acontece com o Referendo, marcado para 23 de outubro próximo. A arma de fogo é um objeto extremamente mortífero, perigoso. Tem de ser usado com responsabilidade. Portá-la, não deve fazer parte dos hábitos constantes das pessoas, para que não seja usada impensadamente em momentos de fúteis querelas, causando danos irreversíveis entre os contendores. Deve ser vedada aos adolescentes e nunca se encontrar ao alcance das crianças. Seu uso, porém, é necessário para a defesa do lar, do lugar dos negócios, da família, num País onde a proteção pública, paga com os impostos dos contribuintes, é totalmente nula ante a violência urbana, armada, por contrabando, através de nossas fronteiras, ou mesmo por nossas vias de acesso, em conseqüência da negligência e fragilidade de nossos guardiões. As armas serão proibidas de uso para as pessoas de bem, conscientes, porque os meliantes, esses, ante uma sociedade indefesa, estarão muito mais à vontade para os seus ataques. Nesse caso a resposta ao Referendo deve ser NÃO. Sempre que se fala em desarmamento lembro-me da Segunda Guerra Mundial. Em busca da paz, sempre inatingível, os governos dos mais fortes países do mundo se reuniram na Europa para um pacto de desarmamento. Todos, imbuídos de bons sentimentos, concordaram e começaram a destruir suas artilharias, no cumprimento da bela promessa. Em silêncio, Hitler, ditador alemão perverso, intensificou o rearmamento do seu País. Quando se achou invulnerável, iniciou a conquista da Europa, facilmente, pois estavam todas as nações despreparadas para a luta, segundo o convênio feito, inclusive, com a Alemanha. Antes de responder ao Referendo, compatriotas, lembrem-se do lado negativo desse plano. Vivemos acuados por baderneiros de facções ideológicas diferentes das da maioria dos brasileiros, MSTs etc, sedentos das terras dos outros. Chefiados por políticos, cujo espírito socialista só funciona para os outros, haja vista os escândalos do mensalão, corrupção usando dinheiro do erário público, criada por falsos amigos do povo, e sem solução até hoje. O único castigado foi, justamente, aquele que, apesar de também ser corrupto, teve pelo menos, a coragem de delatar o esquema. (*) É escritora.