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Nº 5716
Opinião

Da gratid�o

JOSÉ SEBASTIÃO BASTOS * “É de gente bem nascida agradecer os benefícios recebidos e um dos pecados que mais ofendem a Deus é a ingratidão”. Miguel de Cervantes Numa síntese admirável como a que se observa nas palavras de Miguel de Cervantes, pensador e

Por | Edição do dia 11/05/2002 - Matéria atualizada em 11/05/2002 às 00h00

JOSÉ SEBASTIÃO BASTOS * “É de gente bem nascida agradecer os benefícios recebidos e um dos pecados que mais ofendem a Deus é a ingratidão”. Miguel de Cervantes Numa síntese admirável como a que se observa nas palavras de Miguel de Cervantes, pensador espanhol, gênio das letras, escritor e poeta, que ilustram este trabalho, podemos concluir que a gratidão é a maior das qualidades espirituais que define o homem em sua trajetória neste planeta solar. O oposto desse sentimento é a ingratidão, que por si só define indivíduos sem caráter, os lôrpas, os rebaixados a este globo talvez por expiação de seus pecados cometidos em outras órbitas planetárias. Deve ser, o ingrato, o companheiro do hipócrita, “esse monstruoso hermafrodita do mal”, no dizer de Victor Hugo. Podemos observar a ingratidão, que não é visível, na  grande parte dos homens que  constitui a população terráquea, no político traiçoeiro, que  vende a alma a Satanás por  quaisquer trinta denários, moeda romana que caracterizou a  traição de Judas. Vemos também a ingratidão no indivíduo que não suporta serenamente e deixa perceber os seus baixos sentimentos, desde que isso satisfaça os seus próprios interesses. O ingrato também é observado entre os amigos do Poder deixando-se trair em seus maiores gestos de mamulengos, porquanto não resiste ao olhar dos homens de bem. O ingrato não assume uma posição fixa de equilíbrio, gesticulando como um boneco, sem condições de resistir à análise fria dos analistas sociais. Na atualidade política a que estamos assistindo já no 3º milênio, é curial encontrarmos constantemente casos típicos de ingratidões inomináveis, quando governantes estão em fim de mandato. O dever da gratidão é tão justo e aceitável, quanto o direito positivo das necessidades comuns da vida dos povos, para que auferíssemos as vantagens e regalias do Direito, necessário foi que adviesse o dever, porque, doutrina Hobbes com a pujança de sua argumentação, onde não existe nenhum contrato não se transmitiu nenhum direito e todo homem tem direito a qualquer coisa, por conseguinte, nada poderá ser taxado de injusto. Sim! Desfrutamos duma imensa cooperação, fecundando em retribuição o dever da gratidão, cuja memorização permanece eterna. Tais observações nascidas no silêncio das madrugadas que abrangem o País de Norte a Sul, de Leste a Oeste, e concentra-se na Capital da solidão, onde fervilham seres humanos de todos os matizes, ambiciosos, interesseiros, sórdidos e desprovidos de qualquer sentimento de gratidão, que é o apanágio dos homens de bem. (*) É ADVOGADO E JORNALISTA

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