Opinião
Cobrando solu��es - Editorial
Em cima do lance, o secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, se posicionou acerca do grave problema de precárias estruturas físicas que castigam o setor de trabalho de sua secretaria. O mote do secretário foi uma reportagem da Gazeta de 9 de outubro. A matéria mostrou a impropriedade de certas delegacias receberem esse nome em função da fragilidade de instalações e precariedade das condições de serviço nesses locais ? essenciais para a segurança pública. Um primeiro passo, por parte da autoridade, é o reconhecimento do problema apontado. Isso não tem sido simples, pelo contrário, esta atitude tem se tornado coisa rara no Brasil de hoje. Apesar de óbvios, inúmeros problemas identificados pela imprensa (em todo o País) em variadas áreas, são simplesmente negados por quem lhes tem obrigação de dar respostas práticas. Ao reconhecer a situação caótica nas delegacias, o governo estadual tem atitude positiva, sinalizando seu interesse em enfrentar a problemática apontada. O passo seguinte é resolver o problema. Sabemos que, de tão graves e extensos, não podem ser resolvidos de uma hora para outra. A solução está num processo contínuo, processo esse materializado e aquilatado através dos resultados práticos obtidos. Resumindo, resolver ? nesses casos ? é começar a consertar as coisas e não parar com esse trabalho. O primeiro passo dado pelo governo merece os aplausos da sociedade e exige continuidade. Cabe à Secretaria de Defesa Social, e ao governo como um todo, a obrigação do passo seguinte: começar o processo de resolução prática do problema reconhecido. Caberá à imprensa igualmente seguir em seu papel: retratar a realidade da comunidade, apontar problemas, identificar propostas de solução e acompanhar e cobrar ? cotidianamente ? as respostas das autoridades.