Opinião
Por que pretendo ser candidato a governador
| João Lyra * A terra das Alagoas me deu uma vida inteira de trabalho produtivo, ao longo da qual construí uma sólida família, fiz amizades leais e inesquecíveis, edifiquei empresas que impulsionam o progresso do Estado e do Brasil e oferecem milhares de empregos, com absoluta proteção das leis trabalhistas. Além disso, o generoso povo alagoano elegeu-me para dois mandatos populares, levando-me a representá-lo no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. Estes registros falam por si mesmos. O bom povo de Alagoas os conhece muito bem. Ele é o mais importante personagem da história singela deste homem simples. O que desejo mais, então? Devolver à terra das Alagoas o que de melhor ela me deu: a perseverança e a coragem para enfrentar desafios, por mais difíceis que eles aparentem ser; colocar à disposição dos alagoanos toda a experiência que acumulei em tantos anos de lutas férteis, plenas de criação. Governar Alagoas não é um anseio egoísta ou irresponsável, tampouco um arrebatamento vaidoso ou excêntrico. Não. O que me impele a esse projeto é a vontade de servir, melhorar as condições de vida do povo deste pequeno grande Estado. O objetivo básico de transformar Alagoas implica a tomada de decisões inovadoras e renovadoras. Inicialmente, a realização de uma profunda reforma no aparelho administrativo do governo, visando aumentar-lhe a eficiência e a credibilidade - o cidadão precisa voltar a acreditar no Estado, que lhe cobra tributos e lhe deve satisfações. Depois, implantar um eficiente planejamento de curto, médio e longo prazos, em sintonia com as aspirações de todos os setores da população, inclusive Judiciário, associações de classes e movimentos populares. Em terceiro lugar, ampliar e massificar o acesso aos serviços de saúde e educação e trabalhar incansavelmente por uma drástica redução dos atuais níveis de pobreza, que atingem expressivas parcelas do nosso povo. Contudo, que fique bem claro, isso não se fará da noite para o dia. Rejeito o messianismo. Nenhum homem tem esse dom. O contrário é deslavada mentira, e os acontecimentos que abalam o País desmentem os que, por ignorância ou puro marketing político, passaram essa impressão ao eleitorado. Por outro lado, não basta ter idéias e planos. Necessário se faz convertê-los em medidas práticas que possam receber total apoio da sociedade. E uma dessas medidas é dar início, sem demora, a um novo ciclo de investimentos que recoloquem o Estado no rumo do desenvolvimento. Mas, um novo ciclo de criação de riquezas que faça Alagoas voltar a crescer aceleradamente - com elevação do seu Produto Bruto Interno real - exige fortes investimentos em obras de sua infra-estrutura econômica, o que somente será alcançado mediante intensa mobilização política de incontestes lideranças estaduais, legitimadas pela vontade soberana do povo. Sim, pretendo governar Alagoas para fazer uma revolução gerencial no Estado, começando as ações pelos municípios - minha grande prioridade - que servirão de base para uma onda de realizações concatenadas e eficazes, ouvindo prefeitos, câmaras de vereadores e suas populações. O projeto de mudar Alagoas, entretanto, não é uma tarefa fácil, tenho certeza disso. Para executá-lo - e isso não é obra de um único homem -, espero contar com a participação de todos os alagoanos de boa vontade. E esses alagoanos - políticos, empresários, funcionários públicos, homens e mulheres de todos os rincões do Estado e pertencentes aos mais variados matizes sociais - me têm incentivado a mais essa jornada em minha vida, repetindo as mesmas palavras de ordem: ?Siga em frente!?, ?não desista!?, ?vamos mudar Alagoas!?. Porém, tudo ainda dependerá da aprovação do meu nome na Convenção do PTB e na de outros partidos de possível coligação. Aceitando o desafio, resta-me dizer que a fé em Deus e no trabalho hão de nos conduzir a novos tempos. Viveremos e veremos. (*) É deputado federal (PTB-AL).