Opinião
Dever de casa - Editorial
Mais uma informação que merece toda a atenção: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Alagoas é o segundo pior Estado em termos de renda no Nordeste. As informações que levaram a esta lamentável conclusão são do IBGE na pesquisa para o Cadastro Geral de Empresas. Pelos dados, Alagoas conta com 40.419 empresas (apenas 0,7% do total existente no País) e essas empregam 351.688 pessoas, gerando renda anual de R$ 2,084 bilhões por ano. Diz ainda o estudo do IBGE: ?O Nordeste reúne 15,3% do total de empresas brasileiras, com 855.239 mil estabelecimentos. O Estado nordestino que agrega o maior número de empresas é a Bahia, com 262.462 mil e 4,7% de participação no contingente nacional. Na Bahia, há 1,6 bilhão de pessoas ocupadas, totalizando R$ 12,1 bilhões de renda anual?. É exemplo a ser estudado com atenção. E em segundo lugar destaca-se o Ceará, ?com 162,6 mil estabelecimentos, 994,9 mil pessoas ocupadas e renda de R$ 6,2 bilhões anuais. Em seguida está Pernambuco, com pouco mais de 137 mil empresas que ocupam 1,09 bilhão de indivíduos e renda anual de R$ 8 bilhões?. A economia mais tradicional do Nordeste, a pernambucana, foi deslocada para o terceiro lugar (em termos de renda per capita), mesmo seguindo como pujante. Que lições podemos tirar desses números? Devemos reconhecer que não existe lugar cativo na economia; como em tudo na vida, o desenvolvimento econômico está sempre em movimento e os mais capazes, crescem. Os mais capazes vencem as dificuldades naturais (não era o Ceará um dos estados mais sofridos do Brasil, por causa da seca?). Em segundo lugar, deve-se identificar quais os melhores exemplos; Bahia e Ceará merecem estudos por parte dos demais estados. Estudar e aprender os caminhos do crescimento econômico: esta é a nossa lição de casa.