Opinião
Eternos livros - Editorial
Aberta há três dias, a Bienal do Livro de Alagoas está sendo um alento aos corações e mentes interessados no desenvolvimento e democratização do saber. Desde o lado de fora das instalações do centenário Clube Fênix Alagoana, a presença constante de ônibus escolares anuncia a atenção das crianças e dos professores para com os livros. Ler é fundamental. Para o descortino do conhecimento, ler é indispensável. O hábito da leitura é um traço das personalidades fortes, de quem se dispõe a crescer, das comunidades progressitas, das sociedades mais avançadas. Livros são fundamentais. Particularmente neste momento onde as facilidades e o gigantesco poder de atração do mundo informatizado, os livros ? formas milenares de entesouramento do conhecimento ? são ainda mais essenciais. No mundo virtual, os livros oferecem a segurança da estabilidade do suporte, a certeza da permanência da informação. Neste mundo virtual, mais sedutor fica o ato da leitura, mais prazeroso fica o exercício da busca da sabedoria. Publicar, porém, nunca foi fácil. No mundo informatizado, os custos editoriais tem subido de forma alarmante. Cada vez mais cresse a pressão do mercado dos ?best sellers?, no qual tiragens gigantescas garantem lucros elevados em detrimento de uma maior (e indispensável) variedade de títulos e autores. Em todo Brasil, livrarias tradicionais fecham suas portas, reduzindo o número de opções e alternativas de preços e condições de pagamento para os usuários. Maceió não está longe dessa realidade. Se fizermos uma pesquisa, certamente confirmaremos que há dez anos existiam mais livrarias na Capital alagoana. Incentivar, multiplicar o amor pela leitura é uma ação verdadeiramente cidadã. É a defesa da permanência e da democratização do direito ao conhecimento.