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Opinião

Macei� da diversidade

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| Marcial Lima * A diversidade cultural é o principal patrimônio da humanidade. É produto de séculos de história, fruto da contribuição coletiva de todos os povos, através de suas práticas e criações. As cidades, por sua vez, constituem-se ambientes privilegiados da elaboração cultural, onde a intensidade das interações sociais possibilita o encontro das diferenças - mercê de suas origens, gêneros, etnias e classes - criando as condições para o desenvolvimento humano em sua integralidade. Por outro lado, os princípios de uma boa governança incluem a transparência informativa e a participação cidadã na concepção das políticas culturais, nas tomadas de decisão e na avaliação de programas e projetos. Esse modelo de gestão implica em um acordo de responsabilidade entre os segmentos artístico-culturais, a sociedade civil organizada e o poder público, buscando-se pontos de equilíbrio dos diversos interesses, tendo como referência as complexas relações que envolvem identidade e diversidade, indivíduo e coletividade. A partir de idéias como essas, sistematizadas na Agenda 21 da Cultura, firmada em Barcelona no ano de 2004; indo ao encontro de convergências com o Plano Diretor da Cidade de Maceió e com a Lei Orgânica do Município; e procurando coerência com tantos artigos, discursos, manifestos e desejos expressos em diversos fóruns nesses últimos anos, é que se propõe a 1ª Conferência Municipal de Cultura - 1ª Concult, a ser realizada nos dias 26 e 27 próximos, tendo como tema Maceió da diversidade: valorizando todas as culturas. Antecedida pela realização de 8 pré-conferências, nas quais ouvimos 863 representantes dos moradores de todos os bairros de nossa capital (isso sem falarmos dos envolvidos com as expressões artístico-culturais: artes cênicas, música, artes-visuais, patrimônio e arquitetura, artesanato, audiovisual, moda e design, literatura e expressões da cultura popular), a 1ª Concult nos coloca de frente a proposições que poderão alicerçar o plano de cultura de nossa cidade, englobando questões que nos falam da responsabilidade da sociedade civil e do governo municipal na reformulação das políticas públicas de cultura; das políticas culturais como estratégia de promoção da inclusão social; das relações centro/periferia urbana; da definição de critérios e prioridades para o financiamento público de ações culturais, vistas como vetores do desenvolvimento sustentável; e da importância das políticas públicas de cultura na definição da identidade local e sua relação com o desenvolvimento econômico-social. (*) É ator e presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural.

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