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Alagoas est� melhor

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| Luis Abilio * Toda vez em que me sento na poltrona de governador, para exercer interinamente o cargo, lembro-me do cenário que dominava a conjuntura político-administrativa do Estado, em janeiro de 1999, quando o companheiro Ronaldo Lessa conquistou a prerrogativa de governar Alagoas. Os números são inesquecíveis e devem servir sempre para que a sociedade possa comparar a herança recebida e os abacaxis descascados no decorrer desse tempo. De certa forma, é uma aferição de gestão. Só para refrescar os neurônios: o famigerado PDV havia desmontado diversas áreas estratégicas do ponto de vista dos recursos humanos. A Educação foi uma das mais prejudicadas. Para completar, o Estado encontrava-se inadimplente com o governo federal. Resultado: inexistência de obras estruturantes. Enquanto isso, o DER contabilizava 600 quilômetros de rodovias estaduais intransitáveis. E tem mais: o Lifal atrasara diversas folhas de pagamento. A lei de incentivos fiscais nem sequer era regulamentada, o piso salarial do Estado era menor do que o mínimo do governo federal. Na estrutura do Executivo, não existiam a Secretaria da Indústria e do Comércio nem a Defensoria Pública. A antiga SSP possuía um custeio ridículo de R$ 80 mil. As delegacias e os destacamentos do interior viviam na dependência das prefeituras. Nem FGTS era recolhido. Eis um quadro rápido daquilo que recebemos em 1999, sem falar nos graves reflexos produzidos pelas sucessivas irresponsabilidades administrativas: o agravamento da exclusão social. Herdamos a maior dívida pública proporcional do Brasil e também o pior índice de analfabetismo e de mortalidade infantil. Morriam 68 crianças para cada mil nascidas, e 50,2% da população com 15 anos ou mais era analfabeta. Pois bem, em recente reunião examinamos alguns indicadores de gestão e concluímos que Alagoas está cada vez melhor. Basta comparar: a mortalidade infantil já decresceu para 29 óbitos em cada grupo de mil e continua caindo. É uma felicidade verificar que estamos salvando cada vez mais vidas. Já o analfabetismo na faixa de 15 anos diminuiu para 30,4%. É ainda alto, mas o curso da história foi modificado e vamos alfabetizar muito mais, porque quadruplicamos o número de jovens e adultos em relação a 1999. Além disso, criamos 180 mil novas vagas no ensino estadual e a merenda chega a 200 mil alunos. Acabamos com o fato de delegado de polícia e diretor de escolas serem alvos da politiquice. A nomeação de delegado passou para a esfera técnico-policial e os dirigentes das unidades de ensino são eleitos pelo voto direto. Resgatamos o respeito em Brasília, e Alagoas saiu da inadimplência. Embora os recursos não tenham vindo como reivindicamos à União, conseguimos produzir resultados e elaborar um cronograma de obras estruturantes. Assim, foi viabilizado o novo aeroporto internacional Zumbi dos Palmares. Dezenas de obras de aducação já funcionam no Agreste e no Sertão e as obras da barragem do Bálsamo, em Palmeira dos Índios, já alcançaram 70% do projeto. Ao iniciar a semana do servidor, manifesto meu orgulho de estar participando - ao lado de Ronaldo - de todo esse processo de mudança positiva em nossa terra. A entrega do centro de convenções é outra prova marcante. Na área funcional, há 17 mil novos funcionários concursados e a média salarial saiu de R$ 885,00, em 99, para R$ 1.470,00 nos dias de hoje. No Executivo, o mínimo é de R$ 330,00. Ou seja, dignificamos o servidor, preservamos o diálogo, melhoramos a qualidade do serviço oferecido à população e criamos as condições necessárias para o desenvolvimento. A grande responsabilidade política que recai agora sobre os ombros da cidadania alagoana é a luta pela continuidade e consolidação das mudanças que estão em curso no território alagoano. (*) É governador em exercício de Alagoas.

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