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A felicidade da crian�a

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| Milton Henio * No ultimo dia 18 de outubro tive a imensa alegria de receber na Academia Alagoana de Medicina, a figura notável da grande pediatra dra. Zilda Arns, em meio aos festejos do Dia do Médico. Ela recebeu das mãos do dr. Ib Gatto o diploma de Honra ao Mérito, pelos relevantes serviços prestados à criança brasileira, pelo seu incansável trabalho na coordenação da Pastoral da Criança. Ela nos contou naquele momento que apesar de todo o seu esforço e de um verdadeiro exército de abnegados, ainda temos que caminhar muito para dar felicidade à criança brasileira. É preciso a grande colaboração dos prefeitos, dos governadores e do próprio presidente Lula, para essa caminhada ser vitoriosa. O Brasil de há muito tempo não zela pelo ouro que lhe pertence que é a criança. A felicidade tem um significado para cada um de nós. Mas, para a criança ser feliz é necessário ser amada, ser bem alimentada, brincar, sorrir, viver com a natureza. Todos nós perseguimos a felicidade e ela surge quando menos esperamos e, de repente, vai embora fugidia. É o que acontece com a nossa criança pobre. Contingente imenso da população brasileira vive à margem do progresso econômico e social, marginalizados por não possuírem a menor possibilidade de atender às mínimas necessidades. As crianças que vivem nesse grupo passam toda sua infância lutando contra a promiscuidade, contra o frio e a fome. Ai é onde está o grande perigo, quando a criança se dá conta de que tudo o que falta para si e os seus pais, sobra em outras casas bem próximas, em seu derredor. E assim, ela cresce revoltada com o sofrimento que a acompanha durante um longo período de sua vida e, quando não é bem conduzida por instituições ou na escola, envereda pelo caminho das drogas ou do crime, seja com a desculpa que é para sobreviver, seja para maltratar a sociedade que a desprezou. Nossas crianças crescem depressa. De repente já não estamos mais trocando suas fraldas. Assim é a vida. (*) É médico ([email protected]).

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