loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Salvando nossas crian�as

Ouvir
Compartilhar

| Oneide Regina * ?A saúde é um direito de todos e dever do Estado?, assim preconiza a nossa Constituição Federal, tida como uma das mais belas e mais completas de todo o mundo. Mas o que tem sido feito para garantir a saúde de nossa população? Milhares de bebês morrem todos os anos pelos mais diversos motivos. É um número impossível de ser ignorado e é, também, uma amostra incontestável da deficiência da nossa qualidade de vida. Para medir as condições de saúde de uma determinada população, fazemos uso de indicadores, ou seja, dados que permitam verificar a ocorrência de um episódio específico. Um dos dados fundamentais, que devem ser analisados, como premissa básica, é o indicador de mortalidade infantil. Esse coeficiente mostrará o percentual de óbitos de crianças em cada mil que nasceram vivas. É bem verdade que um dos grandes progressos associados aos serviços de saúde em todo o mundo, durante o século XX, foi a notória redução dos índices de mortalidade infantil. Essas reduções foram inicialmente registradas nos países desenvolvidos e, somente depois, estendidas para alguns em desenvolvimento, resultado de uma maior atenção à saúde da mãe e da criança. Contudo, para que tais índices estejam em constante declínio, faz-se necessária a utilização de políticas públicas integradas que estejam direcionadas, não tão somente às crianças, como para todo o desenvolvimento da comunidade, desde o saneamento básico, às condições de trabalho, à educação, à moradia. Esses são fatores essenciais para a redução da mortalidade infantil, uma vez que possibilitam melhores condições socioeconômicas e uma cultura de saúde entre as famílias. A mortalidade das crianças de 28 dias a 1 ano de idade pode ser facilmente reduzida com a adoção de medidas de atenção básica de saúde, como saneamento, aleitamento materno e vacinação. Um exemplo de que, com uma eficiente política de saúde, podemos possibilitar uma realidade bem diferente para a infância brasileira e, conseqüentemente, para as futuras gerações. As principais causas de mortalidade infantil, nos dias de hoje, são as chamadas afecções perinatais (ocorrem nas crianças com até 28 dias de vida) e a desnutrição. Tais óbitos poderiam ser evitados com ações como, atenção à gravidez, atenção adequada ao parto, aleitamento materno exclusivo e a devida identificação do recém-nascido de risco. ?A saúde é direito de todos e dever do Estado?.... (*) É pediatra e presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas.

Relacionadas