Opinião
Ir adiante - Editorial
Caído o presidente do PSDB, não pode ficar por aí o esforço de levantar as conexões, bifurcações ? e principalmente a origem ? do valerioduto. Muito ainda se tem para investigar e esclarecer, considerando apenas as denúncias e evidências apresentadas até agora, nessa maré de escândalos deflagrados desde as primeiras falas do hoje ex-deputado Roberto Jefferson. É próprio das contendas políticas a tentativa de jogar todas as culpas e mazelas nos ombros do adversário do momento. Infelizmente, essa é uma prática que desmerece os instrumentos da investigação das falcatruas políticas. Na maioria das vezes, não se procura identificar, corrigir os erros e punir todos os culpados; o interesse político-eleitoral, menor, tende a falar mais alto e a verdade dos fatos tende a ser alvo fácil dos interesses de ocasião. Isso deveria ser evitado neste momento, para o bem da cidadania brasileira. Desde o início das investigações que se suspeita das origens históricas do que se convencionou chamar de valerioduto. Usado por próceres do PT, o esquema ilícito teria se iniciado noutros poleiros e, há muito, surgiram evidências de que o ninho tucano jogara um papel fundamental na desenvoltura do hoje popular Marcos Valério. E, uma vez escancarada à Nação o volume gigantesco das operações supostamente ilegais (certamente ilegítimas) gerenciadas por Marcos Valério, é indispensável que se vá adiante nos esclarecimentos. Como começaram essas operações? De onde vem tanto dinheiro? A quantos esquemas beneficiou e há quanto tempo? Não se pode embarcar na balela eleitoreira de identificar culpados de um único lado, quando está evidente a participação de outros agrupamentos políticos além dos que estão atualmente no poder. Todos os culpados devem responder por seus erros e crimes, independente se militam na oposição ou na situação.