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O mimetismo pol�tico e a transposi��o da “lama”

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| Antonio Borges Lima * Graças as nossas artimanhas, é no bioma político que o mimetismo humano tem se manifestado da melhor forma. Como o ?bicho-pau?, que imita a forma do graveto, as formas de fazer política são mudadas a cada oferta tentadora. Como a mosca volucella, que imita as vespas para devorar suas larvas, nas eleições, eles imitam o eleitor para devorar o nosso voto. Alguns nascem como verdadeiros vira-latas, arrastados pela corda da carência e da humildade, transformando-se rapidamente em gordos e prepotentes pit-bulls, infestados de ?carrapatos? familiares e ?percevejos? hematófagos apadrinhados. Somos 180 milhões de ?patos?, alimentando um ?leão?, controlado por um ?sapo barbudo?, espécie identificada cientificamente como ?lula?, mas muito confundida com o ?polvo?, raríssima em 500 anos de pesquisas. Lamentavelmente sua predação ética acontece de forma rápida e óbvia, causada pelo escandaloso Projeto de Transposição da ?Lama?. Se é verdade que o bom ?cabrito? não deve berrar, até onde vamos ter que suportar o rosnado oficial, cínico e prepotente dessa pandilha de gabirus amestrada nos esgotos de Harvard, viciada em chafurdar em fossos abertos com recursos públicos? Até onde vamos ter que conviver com esse ?magote de animais? manhosos, ansiosos para ver o nosso príncipe ?cururu?, nadando como um ?patinho?, em canais artificiais premeditadamente infestados de ?traíras? e ?tubarões brancos?, com suas matas ciliares implantadas com ?laranjas? e esverdeadas por bilhões de folhas verdinhas, desmatadas de um orçamento contaminado pelo ?vírus? do corte nas áreas essenciais, como segurança, cuja despesa no ano de 2004 foi de apenas um real per capita, segundo um ?tucano?? Até onde vamos ter que tolerar essa alcatéia de faminto$$$, expelindo mentiras, ameaçando com ?arapongas? e fazendo as coisas acontecerem na marra, de forma social e ambientalmente incorretas, com a cumplicidade e omissão dos ?cardeais? submissos dos órgãos competentes afins? Para não me tornar ?boi de piranha?, prática já extinta há muito tempo no nosso agonizante e moribundo ?Velho Chico?, afirmo que qualquer semelhança com fatos ou pessoas é mera coincidência, não passando de mais uma fantasia de um velho ?burro? teimoso, que leva a vida pastando nas barrancas secas e abandonadas do Rio São Francisco, sempre relinchando. Viva o mimetismo político. Viva a integração da ?lama? e dos ?porcos? !!!. (*)É diretor fundador do Museu Ambiental Casa do Velho Chico, Traipu/AL.

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