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Opinião

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MILTON HÊNIO * Missão grandiosa é ser mãe. A função feminina em tempos como os nossos, saturados de violência, de ódio, de falta de fé em Deus, onde o espírito é freqüentemente sufocado, é dar ao mundo uma alma, dar a convivência humana um sentido de vid

Por | Edição do dia 12/05/2002 - Matéria atualizada em 12/05/2002 às 00h00

MILTON HÊNIO * Missão grandiosa é ser mãe. A função feminina em tempos como os nossos, saturados de violência, de ódio, de falta de fé em Deus, onde o espírito é freqüentemente sufocado, é dar ao mundo uma alma, dar a convivência humana um sentido de vida. O amor, o carinho e os cuidados maternos devem proteger e guiar a criança desde o momento em que nasce até que seja capaz de aventurar-se sozinha na vida. A concepção, a gestação e o parto colocam a mulher no círculo regenerador da natureza, que nela se renova perpetuamente. As guerras e as injustiças sociais conseguem destruir milhares de vidas todos os anos, em todas as partes do mundo. Mas, por mais que se destruam as obras de gerações inteiras, a mãe a reedificará. Por isso nenhuma nação morrerá enquanto a maternidade existir como uma instituição renovadora. A convivência humana representada pela mulher – mãe é grandiosa para o progresso de uma Nação. Mãe branca, mãe preta, pobre ou rica, jovem ou idosa todas elas possuem no íntimo de seus corações o desejo constante de ver o bem-estar e a felicidade dos filhos. “Uma simples mulher existe que pela imensidão do seu amor, tem um pouco de Deus e pela constância de sua dedicação tem muito de anjo. Muitas vezes sendo moça pensa como uma anciã e sendo velha age com todas as forças da juventude, quando analfabeta melhor que qualquer sábio, desvenda os segredos da vida”. Na estrada da vida não há paradas; ou se caminha para a frente ou para trás. E de onde recebemos o estímulo, o perdão, o entusiasmo? Com certeza de nossa querida mãe. Tenho pela minha inesquecível mãe uma saudade imensa. Chamava-se Heloísa. Era minha companheira diária até que a morte a levou faz cinco anos. Na madrugada de 11 de outubro de 1996, percebi que ela estava a poucos passos da eternidade. Todos nós ao seu redor, filhos, genro, noras e netos. Silenciosamente aquela cabeça que tanto pensara por nós, aquele coração generoso que tanto nos amou, cessou de viver. A vida é cheia de momentos; momentos tristes e alegres que marcam a nossa vida. Aquele foi um momento inesquecível para mim. Para educar um filho é preciso paciência e capacidade de adaptação. Devem os pais estar preparados para crescer com os filhos, ensinando e ao mesmo tempo aprendendo, sentindo prazer em acompanhá-los nessa descoberta da vida. O problema da educação não é o que fazemos de errado, mas o que deixamos de fazer de certo. Toda convivência é uma troca. Nos primeiros anos de vida a convivência da criança com sua mãe dá resultados extraordinários; sinto pena quando uma criança recém-nascida tem que ir para uma creche deixando de sentir o calor, o cheiro e o afago da mãe, numa idade tão importante. Nesses 40 anos de medicina assisti ao derramar de muitas lágrimas no meu trabalho diário; lágrimas de tristeza e de alegria. Mas há duas lágrimas que não se pode definir: a que brilha, como gota de pérola nos olhos inocentes da criancinha que pede e a que cai trêmula, silenciosa e solitária, como o orvalho da manhã, do rosto triste de uma mãe que sofre. Às mães da minha vida, minha homenagem e meus parabéns pela brilhante missão que tão bem têm desempenhado: minha querida esposa Myrza, minhas adoráveis filhas Andréa e Roberta e minha nora Polyana. A todas as mães alagoanas que se esforçam pela a felicidade de seus filhos, que sejam sempre reconhecidas por esse amor imenso e que vivam muito para receberem os frutos desse trabalho grandioso. (*) É MÉDICO

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