Opinião
Hora da lei - Editorial
Ainda insistimos no alerta sobre a questão segurança pública: se os bandidos acham-se no direito de se exterminarem, isso em nada deve alegrar os incautos, pois a cada bandido que tomba pela mão de um semelhante, um grupo criminoso está se fortalecendo em detrimento de outro. Ilusão supor que a sociedade ganha com isso, pois ao fim e ao cabo, a vitória de uma gangue, em quaisquer circunstâncias, é uma derrota da lei e da ordem. E a situação de insegurança a qual está submetida o alagoano não se restringe a desenvoltura com a qual uns estão eliminando outros no mundo do crime. A insegurança permeia toda a sociedade, expondo famílias inteiras nos lares, nas ruas, nas escolas, no trabalho, nas estradas... em todo o lugar, hoje, se corre risco. Dentre as ocorrências que mais chamam a atenção, destacam-se ? em Maceió ? seqüestros e assaltos a coletivos, alcançando índices alarmantes. Alguma dúvida? É só checar o noticiário diário. Além disso, está particularmente indefesa a população da periferia da capital alagoana, lugares onde as gangues ditam as normas, e além de controlarem o tráfico, chegam a controlar até o tráfego dos moradores, impondo ?toques de recolher? ? conforme descrito pela imprensa em mais de uma ocasião, e em localidades distintas em Maceió. Toda essa onda de banditismo está diretamente vinculada à questão da exclusão social? Isso pode ser uma verdade, mas não é verdadeira a resposta de que o banditismo só será enfrentado com eficiência com a completa inclusão social ? até lá, o que acontece com a parte sã da população? Especialmente os pobres estão entre as mais sofridas vítimas das gangues, especialmente os excluídos estão mais expostos a todo o tipo de marginais. Chega de imobilismo. Que o banditismo em Alagoas seja combatido, de fato, agora.