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Opinião

Tempo de cobrar - Editorial

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Pode ser um bom começo, para o desbaratamento de uma quadrilha, a prisão realizada anteontem nas cercanias do município de Rio Largo. Afinal, naquela área, têm sido detectadas muitas ocorrências de banditismo. Infelizmente, segue sem respostas convincentes a crescente apreensão da sociedade em função da escalada do banditismo em Alagoas, particularmente em Maceió ? e, importante registrar, pois pode significar algo além de simples coincidência, no município de Rio Largo. A prisão do suspeito de pertencer a uma quadrilha de seqüestradores demonstra a capacidade de rápida reação da polícia, mas o divulgado até agora acerca dessa detenção pouco alivia a pressão da sociedade por respostas mais objetivas. Um dos exemplos de persistência das interrogações do povo está na não-apreensão das armas de maior poder de fogo, cujas presenças são insistentemente relatadas pelas vítimas e cujos projéteis são identificados pelas perícias competentes realizadas em corpos e objetos alvejados. Onde estão as modernas pistolas 380? Até em submetralhadora Uzi se falou, mas nada além de revólveres calibre 38 (alguns em idade de aposentadoria) tem aparecido. No caso da prisão do suspeito de ter participado da ação criminosa contra a Fazenda Santa Maria ? invadida por um grupo ?armado até os dentes, com pistolas 380 e revólveres 38? ? foram encontradas apenas 22 cápsulas para revólver 38, o que confere ao suposto seqüestrador detido a incapacidade de municiar inteiramente suas quatro armas. Na contabilidade destes últimos dias, além da prisão do citado suspeito, nenhuma resposta positiva foi oferecida à sociedade. É muito pouco. Acumulam-se interrogações, sobrepõem-se temores e horrores ? vide o caso do desaparecimento do estudante Guilherme Cabral.

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