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Garis soci�logos, pedreiros economistas...

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| Sérgio Costa * Educação escolar não se faz somente com tijolo, ferro, areia e cimento. E, muito menos, apenas com bons salários para os professores. Se pretendemos alcançar a vanguarda do desenvolvimento político, econômico e social devemos elaborar um projeto pedagógico a altura dos nossos sonhos. Por outro lado, sua aprovação deve sobrepor-se às cores partidárias. Deve, portanto, estar acima dos interesses individuais, a exemplo dos caixas dois, mensalinhos e mensalões. Esse tema sempre foi e será recorrente. Em tempos mais remotos, a.C., para ser mais preciso, Platão dizia que, ?Enquanto o povo não tiver acesso a uma educação escolar universal e eficiente, é a democracia a mais hipócrita e perversa de todas as formas de governo?. Fácil observar que o filósofo procurou apenas alertar sobre os males de uma democracia com cidadãos alienados. E o que vem a ser uma educação escolar universal? Basta comparar. Verifique se os ensinamentos adotados nas melhores escolas de São Paulo ou de Curitiba, por exemplo, são os mesmos aplicados nas de Rio Largo, aqui, em Alagoas. Afinal, os tributos que os cidadãos pagam, além de serem os mesmos, não são personalizados ou carimbados. Mais contemporâneo, Bertold Brecht comentava sobre as dificuldades de um país que convive com analfabetos políticos: ?Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.? Com essa realidade, que parece ser só nossa, entramos na seara da eficiência. Pois bem, como modificar a educação escolar a fim de que ela seja capaz de fazer o brasileiro gostar de política? Concientizando-o de que ou ele resolve gostar ou continuará sendo subtraído sem ao menos saber quem são os seus espoliadores. Pior e mais degradante: reverenciando-os, abraçando-os e votando neles. Você acreditaria, leitor, que alguém que não tenha estudado filosofia política e ética, que não tenha conhecimentos básicos sobre economia e sociologia, que não saiba nada sobre a origem e a aplicação dos tributos que paga, poderia estranhar e combater as crueldades geradas pela anarquia que já tomou conta do nosso sistema democrático? Claro que não. Então só há uma saída. Qual seja, exigir mudanças no atual sistema pedagógico para incluir essas disciplinas a partir do ensino fundamental e médio. (*) É contador.

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