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Opinião

O mundo n�o � mais o mesmo

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| Milton Henio * Para tristeza nossa, 80% dos noticiários dos telejornais dizem respeito a atos de violência praticados no mundo. Isso diariamente. A impressão que temos é que o homem enlouqueceu. Aqui no Brasil, a criminalidade assusta e preocupa as pessoas que querem viver em paz. Há poucos dias o jovem universitário Guilherme foi, brutalmente, seqüestrado e assassinado por marginais edemoniados, verdadeiros lixos humanos, que perambulam pelas ruas à procura de vítimas para satisfazer o seu sadismo. São psicopatas sem cura e que na sua trajetória de maldade vão deixando montanhas de dor nos pais desolados, nos amigos saudosos e parentes sofridos por uma presença que deixa de existir tão cedo. Os pais de Guilherme, professores universitários, lutadores, perderam para sempre a alegria de viver em decorrência de atos de violência de seres humanos desclassificados. Apresento-lhes o meu afetuoso abraço de sentimentos. Mas o que preocupa a todos nós são esses atos criminosos sem perspectiva de ter um final. A violência custa ao Brasil 43 bilhões de dólares por ano, ou seja, 10,5% do seu Produto Interno Bruto, segundo um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Para chegar a esse montante, o banco contabilizou maiores dados, custo dos tratamentos das vítimas, horas de trabalho perdidas, gastos com as horas nos atos de tentativa de segurança. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, só a segurança privada custa atualmente ao País 18 bilhões de reais por ano. É muito para um País que gasta 21 bilhões de reais com suas forças armadas. A segurança privada é um ?exército? de 1.5 milhões de pessoas, dos quais 800 mil trabalham ilegalmente. Vamos esperar que o grito de cada homem de bem ecoe em nosso torrão natal, pedindo paz e união entre os homens que aqui vivem. O Brasil ainda tem jeito. Apesar das muitas mazelas que possui, nosso querido País pode seguir em frente. Impunidade aqui é quase consenso. Negação de direitos e perpetuação de privilégios, insegurança, medo, é o que existe atualmente. O fato é que esse incrível e complexo País nos surpreende a cada dia; cantos e decepções, ânimos e desânimos, elevam e abaixam a nossa auto-estima. Acima de tudo aqui vive um povo bom e muito carente de amor, educação e alimentos que merece e precisa ser feliz. Vamos esperar por dias de paz e tranqüilidade e que isso seja breve. Como diz a canção de Milton Nascimento e Fernando Brant ?Temos gente boa espalhada por esse Brasil que vai fazer deste lugar um bom País?. (*) É médico ([email protected]).

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