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Vandalismo - Editorial

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Os atos de vandalismo contra bens particulares e públicos permanecem no rol dos acontecimentos condenáveis, independentemente da proporção e do tipo dos danos que causam. E, muitas das vezes, podem causar conseqüências trágicas e insanáveis. O que noticiamos ontem, quando das depredações ocorridas em Maceió, tendo como principais autores jovens estudantes e trabalhadores rurais ligados aos movimentos dos sem-terra, foi mais um desses fatos deploráveis. São lastimáveis não apenas os prejuízos causados pelos manifestantes ao depredarem o prédio-sede da prefeitura. Um dos mais antigos e históricos patrimônios do povo maceioense, construído nos primeiros anos do século passado, restaurado há pouco tempo e devolvido para sua função original (servir de sede para a prefeitura, chamada de intendência quando da construção do palacete). Igualmente lastimáveis são as danificações de outras propriedades, inclusive alguns automóveis, também ocorridas anteontem. Convém ressaltar os riscos de agressões físicas, talvez até mesmo de morte, aos quais ficaram expostas as pessoas envolvidas diretamente com o fato. Os efeitos psicológicos que reações como essas terminam provocando não podem deixar de ser incluídos na crescente série de preocupações decorrentes dessa e outras formas de violência. As cenas de vandalismo contra a sede da prefeitura devem ser incluídas no assustador clima de insegurança em nossas cidades. Não se pode deixar de deplorar essa ocorrência, que poderia ser mais uma mobilização pacífica promovida pelas entidades representativas dos estudantes em protesto contra o recente aumento das passagens no sistema de transporte coletivo. E torcer para que nossas ruas não continuem a ser transformadas, mesmo por alguns instantes, em verdadeiras praças de guerra.

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