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Visitando a Hungria

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| LYSETTE LYRA * Hungria país de história muito antiga e agitada por lutas com vários povos que sempre desejaram conquistá-la. Nasceu realmente com os romanos que se estabeleceram nas montanhas de Buda às margens do Rio Danúbio. No século IX, os tártaros se apoderaram dessas terras e aí se situaram, formando o povo húngaro ou magiar, que ainda guarda, nos traços, vestígios de sua descendência oriental. Estevão que reinou no século XI fez da Hungria um Estado Europeu e implantou o cristianismo. A sua força e coragem se deve a expulsão dos asiáticos do continente europeu. Quando morreu foi canonizado. Os húngaros nunca aceitaram de bom grado a ingerência de outros povos em seus governos. Em 1918, com o Tratado de Versailles, livraram-se dos austríacos, com quem haviam feito um acordo como gratidão por tê-los ajudado a livrar-se dos turcos que os dominaram por 160 anos. Na Segunda Guerra Mundial, muito sofreram. Apesar de, heroicamente, lutarem contra Hitler, acabaram subjugados pelos nazistas que aí instalaram suas bases militares o que atraiu os bombardeios dos Aliados. Livraram-se dos alemãs, mas em 1945 caíram nas mãos dos soviéticos. Não adiantou levantarem-se contra eles na revolta de 1956, os bolcheviques fuzilaram os chefes da rebelião e continuaram implantados no poder, submetendo esse povo heróico a toda espécie de sofrimentos. Somente em 1990, com a queda do comunismo na União Soviética, puderam libertar-se deles vinculando-se à Europa ocidental. Mas, como a República Tcheca, os invasores se apossaram da economia húngara deixando no país a pobreza, a máfia e o crime organizado. As dificuldades para a integração do povo ao novo sistema de governo são as mesmas que encontraram as outras nações que formavam a ?Cortina de Ferro?. Budapeste é uma cidade muito bonita, dividida pelo Rio Danúbio, ficando Buda na parte mais moderna e elevada e Peste na planície e é mais antiga. Era chamada A Pérola do Danúbio. As cicatrizes dos bombardeios ainda se encontram por toda parte. Mas aos poucos a cidade vai recuperando seus monumentos e sua beleza. Começamos nossa visita por Buda que os romanos apelidaram de Aquincum. É a parte mais residencial, e onde existe uma série de banhos de poder medicinal. Ai se encontra, entre outros monumentos, o majestoso Palácio Real em estilo neo-renascentista, a Igreja de Matias, o Museu Nacional e a Cidadela Medieval, que está sendo reconstruída. Atravessamos a Ponte Elizabeth, famosa por sua graça e leveza, e fomos visitar a parte histórica da capital húngara, Peste. Depois de uma olhada na Igreja de Belvarosi, erguida no século XII, fomos até o Teatro de Peste, onde Franz Liszt se apresentou pela primeira vez aos quinze anos de idade. (*) É escritora.

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