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Responsabilidade social para todos

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| Benedito Ramos * Fácil, não é ainda hoje, falar de responsabilidade social para médios e pequenos empresários que acham que isso é coisa para usineiros ricos, Petrobras, Votorantim e outras centenas de grandes marcas. A essência, o verdadeiro sentido próprio desse tema é olhado, às vezes, de binóculo. Segundo o Instituto Ethus ?A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, consumidores, governo e meio ambiente) e conseguir incorporá-los ao planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos, não apenas dos acionistas ou proprietários.? Parece simples, mas não é tão compreendido pelos pequenos, simples microcosmos da economia nacional. Mesmo assim o Ethus possui 63,39% em seu quadro de sócios para 36,61% grandes. Nesse universo, Alagoas é representada apenas por quatro grandes empresas. Mas a idéia não é mesmo a de criticar conceito algum, sobretudo porque não inventaram outro melhor. Talvez democratizá-lo. No entanto, a conversão dos médios e pequenos em ?socialmente responsáveis? dependerá de uma viagem aos seus mundos. Peixões são peixões que, até por uma questão de necessidade, devem repartir os ganhos para não entregá-los à esbórnia nacional. Médios e pequenos precisam menos de um balanço social publicado ou transformado em folder. Olham bem mais para dentro de sua empresa e, muitas vezes, não diferenciam o investimento social de uma simples despesa. Depois, pensar responsabilidade social só do lado de fora, quando a simples relação patrão e empregado é um desastre não tem sentido. As relações comerciais precisam ser, além de relações de interesses mútuos, relações sociais calcadas na ética, coisa que o País conhece muito pouco, para dar exemplo. Mas é mil vezes pior ignorar a exclusão de uma comunidade do seu entorno pelo simples fato de garantir-lhe um salário insignificante. E quantos não expõem esse troféu? O elenco dessa missão é bem mais largo se o olho alcançar a preservação do nosso habitat. No entanto, muitos empresários pagãos nessa área, já eram praticantes desse credo em épocas mais remotas. E quantos não o fazem, despretenciosamente, ainda hoje? É, uma questão de visão, daqueles que reconhecem que não estão sós no planeta. Razão pela qual, a solidariedade humana ainda move projetos sociais e muda a realidade de um País cada vez mais desigual, mesmo sem a exibição de um balanço social que, muitos, nem conhecem. (*) É crítico de arte.

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