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Nº 5716
Opinião

Problemas sociais

A redução dos índices de mortalidade infantil em dois terços, até o ano 2015, é uma das principais metas propostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) a diversos países na recente Cúpula Mundial da Infância. Além deste, há outros problemas na área so

Por | Edição do dia 15/05/2002 - Matéria atualizada em 15/05/2002 às 00h00

A redução dos índices de mortalidade infantil em dois terços, até o ano 2015, é uma das principais metas propostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) a diversos países na recente Cúpula Mundial da Infância. Além deste, há outros problemas na área social, que continuam entre os mais graves em várias partes do planeta, inclusive no Brasil, e fazem aumentar as preocupações de organismos como a ONU. A mortalidade materna é um deles. E se depender dos alertas das autoridades mundiais, os índices nessa área devem cair para até 75% neste mesmo período. Entre outros compromissos assumidos por várias nações, e que o País precisa cumprir, nos próximos anos, destacam-se também a melhoria das condições de vida de expressiva parcela da população, mediante maiores investimentos nos campos da saúde, da educação e no combate ao desemprego. E das demais causas e efeitos da não execução de ações adequadas voltadas para o social. Permanecemos na relação dos países que mais têm preocupado a ONU devido, ainda, à elevada quantidade de óbitos decorrentes da desnutrição, sobretudo entre as crianças com menos de cinco anos e cujas taxas devem ser reduzidas em pelo menos 30% até 2015, como propõe o organismo internacional. Essa parcela da população permanece como a mais atingida por outras doenças. Sobretudo das que resultam das deploráveis condições sanitárias domiciliares, das dificuldades de acesso à água potável, que são mais alarmantes nas regiões norte e nordeste do País, conforme indicam os dados do Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses são apenas alguns dos enormes desafios que se agravaram nos dois mandatos de FHC. E que podem piorar só com os novos cortes, anunciados ontem, nos recursos para a educação. E, especialmente do Fundo de Combate à Pobreza. Sem falar nos programas que serão atingidos em outras áreas, mantidos com parte das verbas a este destinadas.

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