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Nº 5749
Opinião

O domingo

| Dom José Carlos Melo, CM * Com o tempo do advento, estamos iniciando o novo ano litúrgico 2006 que nos convida a centralizar a nossa atenção naquele momento em que Cristo, após sua morte, apareceu aos discípulos de Emaús, e revelou-se aos poucos, passa

Por | Edição do dia 11/12/2005 - Matéria atualizada em 11/12/2005 às 00h00

| Dom José Carlos Melo, CM * Com o tempo do advento, estamos iniciando o novo ano litúrgico 2006 que nos convida a centralizar a nossa atenção naquele momento em que Cristo, após sua morte, apareceu aos discípulos de Emaús, e revelou-se aos poucos, passando-se de simples forasteiro ao Messias Ressuscitado. Aqueles homens abalados com a morte do Mestre, insistiram para que o peregrino não os abandonasse: “ Ficai conosco Senhor!” Na verdade, atendendo ao pedido de Nosso senhor Jesus Cristo na Última Ceia: “Fazei isto em memória de mim”, entendemos claramente a ordem do Mestre para celebrarmos o Sacrifício Eucarístico até a sua vinda no fim dos tempos. O domingo não pode perder o significado de Dia do Senhor, para não se transformar num simples fim de semana. A participação na missa dominical é sempre fundamental para a vivência cristã, e isso vale de modo especial ante os grandes desafios do mundo de hoje. O papa João Paulo II afirmava claramente: “A eucaristia dominical é também o manancial do vigor missionário que se fortalece no encontro freqüente com Jesus. É fonte e meta da vida cristã”. A eucaristia como sacrifício nos faz relembrar que, embora Cristo esteja presente ressuscitado, Ele traz consigo os estigmas luminosos de sua Paixão, da qual cada Santa Missa é memorial, recordada na aclamação após a consagração: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição...”. O papa fazia algumas recomendações pastorais no que se refere ao Dia do Senhor. Iniciava apresentando a comunidade paroquial como lugar privilegiado para expressar a comunhão eclesial, especificamente quando se celebra a missa dominical. É importante lembrar que toda eucaristia se celebra sempre em comunhão com o bispo diocesano e o romano pontífice. Ela é comunhão, segundo sua origem grega, “Koinonia”. Nos tempos atuais, impõe-se uma imperiosa necessidade que exige dos sacerdotes e fiéis maior aprofundamento e interiorização da riqueza e do sentido da missa dominical como momento central do Dia do Senhor, no qual a comunidade cristã, presidida pelo sacerdote, celebre a sua fé com ânimo fraterno e solidário. Deve-se realçar o caráter obrigatório da participação da missa dominical. É imprescindível dar uma catequese viva e completa sobre o valor e a natureza da Santa Missa. Envolvendo a família, precisamos incrementar em todas as crianças, jovens e adultos a catequese sobre a eucaristia. (*) É arcebispo metropolitano de Maceió.

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