Opinião
Mons. Celso Al�pio
| DOM EDVALDO G. AMARAL * ?Como é bonita a catedral da minha terra!? - exclamou certa vez o mons. Celso Alípio Mendes Silva quando, estando de carro, avistamos o perfil de nossa catedral cortando o horizonte. Esse é o amor que mons. Celso Alípio tem pela terra alagoana. Nossa imponente catedral sinaliza para ele o ícone mais perfeito da religiosidade de nossos ancestrais, que construíram o templo maior de Maceió, inaugurado com a presença honrosa do imperador d. Pedro II. Padre Celso (como ele faz questão de ser chamado) esteve celebrando suas bodas de ouro sacerdotais no último dia 13 de novembro. Avesso a festas em sua honra e homenagens pessoais, passou esse dia longe da cidade em recolhimento e oração. Ele fez seus primeiros estudos no Colégio Guido, onde estudaram figuras eminentes de Alagoas, como governadores e parlamentares. Acertadamente, seu bispo o enviou para os cursos superiores de Filosofia e Teologia no Seminário de S. Leopoldo (RS), dirigido pelos jesuítas, à época, a mais conceituada escola de teologia do Brasil. Aí, mons. Celso pôde aprofundar o saber teológico, que sempre renovou até hoje. Em nossa Ufal, licenciou-se em filosofia. Por largos anos, tem ensinado especificamente Teologia Moral no hoje Seminário Provincial, no qual vem colaborando com zelo indefeso na formação das novas gerações de sacerdotes do nosso clero. Foi capelão dos Colégios São José e Madalena Sofia. Como reitor da Igreja do Rosário, diariamente celebra a Santa Missa, transmitida pela Rádio Difusora. Mas a dinâmica e incansável atividade pastoral de mons. Celso, múltipla e generosa, identifica-se mesmo nesses últimos trinta e mais anos com a Catedral Metropolitana de Maceió. Por muito tempo foi o braço direito e o ?factótum? (como podemos com justiça qualificá-lo) do saudoso mons. José Luiz. Com a partida deste para a eternidade, como arcebispo metropolitano, achei que a tarefa - com o título - de Cura da Sé ou Pároco da Catedral (como usamos mais entre nós) cabia naturalmente e espontaneamente a mons. Celso. Assim, ele continuou e ampliou o trabalho já encaminhado, agora sob a sua inteira responsabilidade. A vida da Catedral de N. Sa. dos Prazeres identifica-se com a ação do mons. Celso nessas últimas décadas, digno herdeiro da tradição dos grandes párocos que o precederam. Ordenado muito jovem, com apenas 23 anos, suas Bodas de Ouro sacerdotais são ocasião propícia para que o clero e o povo de Deus de nossa arquidiocese exprimam sua gratidão e reconhecimento pelo zeloso pároco da Catedral de N. Sa. dos Prazeres. (*) É arcebispo emérito de Maceió.