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Dados assustadores - Editorial

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A pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2004, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cujos resultados começaram a ser divulgados ontem, mostra a morte de homens por causas violentas no País ainda em patamares elevados, e os óbitos entre os jovens deixando de ser um fenômeno exclusivamente feminino. O que não deixa de ser mais um motivo para os diversos segmentos da sociedade civil organizada prosseguirem na luta pela promoção da paz e o fim das brechas nas leis que facilitam a impunidade. Baseando-nos no estudo do IBGE, encontramos dados do tipo: 15,74% dos óbitos registrados em 2004 foram por acidente, homicídio ou suicídio. O maior registro de mortes desse tipo pertence ao estado de Roraima (32,8%), seguido por Rondônia (27,5%) e Mato Grosso (23,2%), e as menores taxas foram as apresentadas por Amazonas e Piauí: 6,0% e 8,2%, respectivamente. Quanto à incidência de mortes por violência, a maior (68%) é entre os homens jovens (com idade de 15 e 14 anos) e chega a 225 por 100 mil habitantes no Rio de Janeiro. Entre as mulheres, o índice de mortes por causas violentas é de 4,45%, subindo para 33,8% na faixa etária de 15 a 24 anos. Só no ano passado, morreram 110.685 pessoas por causas violentas no País. Desse total, 90.776 eram homens e 19.866, mulheres. Entre os óbitos masculinos de jovens na faixa etária de 15 a 24 anos, 68,7% estavam relacionados a causas violentas. Tais números são fundamentais como subsídios para as discussões destinadas a encontrar as melhores e urgentes medidas destinadas a dotar o Brasil dos meios necessários de eliminação das causas principais da violência. Sabe-se que essa não será uma tarefa simples, nem rápida, mas a contabilidade assustadora colhida pelo IBGE deve servir para estimular a busca por soluções mais que urgentes.

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