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Nº 5729
Opinião

Temporada de confraterniza��es

| MARCOS DAVI MELO * A proximidade do fim de ano nos traz a convocação extraordinária do Congresso Nacional que vai custar a bagatela de cem milhões de reais. E a longa greve na universidade, que já rifou o ano para os estudantes, traz a perspectiva de u

Por | Edição do dia 17/12/2005 - Matéria atualizada em 17/12/2005 às 00h00

| MARCOS DAVI MELO * A proximidade do fim de ano nos traz a convocação extraordinária do Congresso Nacional que vai custar a bagatela de cem milhões de reais. E a longa greve na universidade, que já rifou o ano para os estudantes, traz a perspectiva de um aumento considerável dos recursos previstos para as mesmas no próximo ano, o que é justo. Infelizmente, nem é bom falar que os hospitais privados e filantrópicos e médicos que atendem pelo SUS nesses estabelecimentos não fazem greves, não têm sido avaliados com a mesma ótica, daí não se vislumbra nenhuma perspectiva de reajustes dos pagamentos que estão congelados há 10 anos e nem nenhuma saída do atoleiro. Para o governo federal eles não existem. Em Nova Iorque, discute-se a lei do silêncio que, ao que tudo indica, vai ser aprovada. Os cachorros só vão poder latir dez minutos por dia, e as casas noturnas vão ter que reduzir o barulho. Por mim, os animais poderiam latir à vontade, o que perturba é a bestialidade emanada dos humanos, como nas boates, especialmente uma da Ponta Verde, situada perto da Grand Beef, que pela perturbação crescente dos seus usuários, o álcool só não justifica, tem coisa muito mais pesada para poder explicar as animalidades que saem dali nas madrugadas e infernizam o repouso dos moradores das vizinhanças. Mas a época é de sublimações e confraternizações, e hoje vamos participar de uma confraternização de fim de ano com um grupo de amigos fraternos. Mais no saudável espírito da brincadeira do que na seriedade, vamos homenagear um companheiro que após os cinqüenta anos mostrou o seu vigor e sua competência colaborando para que este conturbado mundo ganhasse mais um pimpolho. Vai correr tudo em paz, sem exaltações e sem perturbar os vizinhos. Vamos confraternizar e nos encontrar com os amigos, tomar um chope e, por momentos, vamos esquecer as muitas mazelas que nos cercam. Se estivermos com saúde, e os mais próximos também, as contas sendo pagas, já teremos motivos de sobra para compartilharmos com as pessoas de nosso afeto as boas emoções do fim do ano que se aproxima. Mas não nos deixemos entorpecer e não percamos o contato com a realidade. Vamos continuar trabalhando, quebrando pedras e vamos cobrar das autoridades uma cidade também mais civilizada: reduzindo a zoada dos carros nos fins de semana na orla e exigindo ações contra o vandalismo que cresce nos arredores das boates e que ameaçam os moradores. (*) É médico.

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