Opinião
Da �ustria � It�lia
| LYSETTE LYRA * O palácio de Hofenburg com sua aparência austera, os esplêndidos edifícios do Parlamento, o Palácio de Schöenbrunn no gracioso estilo rococó nos encantam. O Graben com suas lojas famosas; a Mariahilf Strasse, onde está o comércio mais popular; a Kaertnerstrasse, rua para pedestres muito elegante que aglomera lojas de grifes célebres, restaurantes e confeitarias conceituados; foram por nós explorados com real interesse. Num outro dia, fomos ao Plater, parque extenso e divertido, onde está a roda gigante maior do mundo. Visitamos, também, os Bosques de Viena, imortalizados por Strauss em uma de suas mais belas valsas. Ficam nos arrabaldes de Viena. Aí viveram, por algum tempo, Beethoven, Mozart, Schubert, Strauss. Suas casas centenárias ainda existem. Perto, no pavilhão de caça dos Imperadores, em Mayerling, desenrolou-se a triste tragédia com o único filho de Sissy e Francisco José, o príncipe Rudolf I e sua amante, Maria Vetisera. Até hoje não sabem ao certo, se foi suicídio ou assassinato o que vitimou o casal. Depois de tantas emoções, fomos comer a famosa torta de chocolate feita numa confeitaria do bosque. À noite, assistimos a um magnífico conserto num dos salões do Palácio de Hofenburg. Deliciamo-nos com a execução perfeita das composições dos notáveis músicos austríacos. Strauss introduziu na corte uma nova dança inspirada num folguedo campesino da Landler, a valsa que se tornou a coqueluche da época e até hoje é apreciada. Nas cavalariças de arquitetura pomposa, desse memorável palácio, assiste-se ao ?show? de equitação da tradicional Escola Espanhola, com magníficos cavalos brancos. VENEZA Levantamos muito cedo para continuarmos nossa excursão. Deixamos, saudosos, Viena, seguindo em direção a Veneza. Atravessamos uma parte dos Alpes Marítimos que nos proporcionam lindas paisagens. Ao longe, os picos gelados se desenham, com toda imponência, contra o céu azul. De vez em quando, surge uma daquelas aldeias encantadoras, cuja arquitetura típica e graciosa, já descrevemos no início desta crônica. Começamos a vislumbrar pequenas faixas de mar entre os pomares já sem frutos e mudando de cor com a presença do outono. São vinte horas e o sol, lá no horizonte, é um enorme disco de cobre, engastado entre nuvens baixas e ígneas. Cansados, mas felizes, chegamos a Mestra, cidade nos arredores de Veneza, onde nos hospedamos. Jantamos e fomos direto para a cama. (*) É escritora.