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Nº 5735
Opinião

Fraternidade

| ANILDA LEÃO * Estamos vivenciando, mais uma vez, a alegria, as cores, as luzes e o entusiasmo comum às festas de fim de ano. O mundo cristão homenageia Aquele que nasceu há 2005 anos para salvar a humanidade, conforme nos contam os livros sagrados. E

Por | Edição do dia 22/12/2005 - Matéria atualizada em 22/12/2005 às 00h00

| ANILDA LEÃO * Estamos vivenciando, mais uma vez, a alegria, as cores, as luzes e o entusiasmo comum às festas de fim de ano. O mundo cristão homenageia Aquele que nasceu há 2005 anos para salvar a humanidade, conforme nos contam os livros sagrados. E o menino-Deus se fez homem para mostrar, com seu exemplo, que somos todos irmãos e que devemos amar-nos uns aos outros assim como Ele nos amou. A lição que nos foi deixada atravessou os tempos, mas pouco serviu para a redenção da humanidade que, em pleno século XXI, ainda se digladia em lutas fratricidas e onde os homens ainda se matam, devoram-se como verdadeiros animais, o ódio xenofóbico e os interesses comerciais servindo de alimento primordial dessa luta entre irmãos. Chega o fim do ano e as cidades, casas e ruas são iluminadas e coloridas. Para que não fiquemos apenas nas decepções, eis que vemos algumas criaturas das mais empedernidas fazendo doações de cestas básicas para as entidades assistenciais, aliviando a necessidade dos desvalidos e carentes. Eu mesma já testemunhei pessoas derramando lágrimas só porque foram lembradas por alguém na época do Natal, alguns esquecidos há anos e anos pelas próprias famílias. Fraternidade? Ainda vamos esperar bastante tempo para que o nosso planeta Terra se transforme num mundo de paz e de amor, onde os preconceitos - quaisquer que sejam - sejam superados e não mais existam; onde a desigualdade, que tanto vemos crescer, não apenas em nosso País, mas até mesmo nos ditos ricos e desenvolvidos, seja substituída pelo compartilhamento dos bens naturais e dos bens criados pelo esforço e pelo trabalho dos próprios homens. E onde a política não se resuma a esse toma lá dá cá mesquinho e oportunista, menos importando o progresso e o bem-estar da grande maioria da população do que as benesses e os privilégios dos poderosos. Vamos falar em fraternidade todos os dias, todas as horas. E que a Terra se ilumine com nossas almas mais fraternas e amigas. (*) É atriz e escritora.

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