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Nº 5730
Opinião

Alagoas perdeu de novo, apesar dos R$ 68,1 milh�es

| SÉRGIO BRAGA VILAS BOAS * Segue o Estado de Alagoas o mesmo caminho de outros entes federados que resolveram leiloar as contas-salário de seus servidores. Vender as contas dos servidores transformou-se numa prática mercantil corriqueira, e agora com o

Por | Edição do dia 23/12/2005 - Matéria atualizada em 23/12/2005 às 00h00

| SÉRGIO BRAGA VILAS BOAS * Segue o Estado de Alagoas o mesmo caminho de outros entes federados que resolveram leiloar as contas-salário de seus servidores. Vender as contas dos servidores transformou-se numa prática mercantil corriqueira, e agora com o aval do STF, quando decidiu favoravelmente, em julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo PC do B (nesses casos o seu efeito é “erga omnes” valendo para todas as demais situações semelhantes) com relação à permanência das tais contas no Banco do Estado do Ceará depois de privatizado. Quem dá mais? De duas uma: ou o governo do Estado tem uma visão caolha sobre o que significa para Alagoas, principalmente para as pequenas localidades do interior, a manutenção dessas contas em bancos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, ou concorda com o esvaziamento dessas instituições públicas cedendo à tese nefasta da privataria. Façamos um rápido levantamento da realidade: 1) Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal têm instaladas em Alagoas cerca de 106 agências e postos (70 do BB e 36 da CEF), sendo algumas inclusive em localidades como Lagoa da Canoa, Dois Riachos, Cacimbinhas, Canapi, Poço das Trincheiras, Maravilha etc; 2) Possuem milhares de terminais eletrônicos interligados; 3) Possuem uma vastíssima rede periférica a seu serviço, como as lotéricas e o Caixa Aqui; 4) Possuem juntos mais de 1.500 funcionários; 5) Têm investidos em Alagoas milhões de reais em crédito direto ao consumidor, agricultura familiar, habitação popular, saneamento básico e em programas de crédito e investimento dirigidos à atividade empresarial. Há mais dados que poderíamos levantar, mas os acima bastam para justificar a nossa discordância da atitude tomada pelo governo do Estado. Podemos levar em conta ainda, que foram exatamente os argumentos que apresentamos, além de outros, que levaram o então prefeito de Maceió à época, a repassar as contas da Prefeitura para o Banco do Brasil quando da liquidação do Produban. O PDT, atual partido do governador, assim como o anterior, o PSB, sempre em suas respectivas histórias se posicionaram categoricamente contra atitudes como essa, que com certeza trará prejuízos para o Estado, com no mínimo o reposicionamento dessas instituições – BB e Caixa – sobre seus investimentos em Alagoas. Nós só tomaremos pé do estrago mais adiante. E como costumam dizer, não estou entre aqueles que constituem as ditas “forças do atraso”, ou adepto do “quanto pior melhor”. (*) É presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas.

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