Opinião
Labaredas � solta - Editorial
Incêndio em Brasília, incêndio em Maceió. Em ambos locais, felizmente, não foram registradas vítimas fatais. Nos dois sinistros, infelizmente, foram registradas as debilidades materiais dos bombeiros. Ressalte-se que tais óbices ao trabalho dos ?soldados do fogo? não estão localizadas na disposição e coragem dos que fazem essa corporação, mas na precariedade dos equipamentos disponíveis. No caso maceioense, chamou a atenção de quem passava pelo local a presença marcante dos caminhões-tanques de empresas particulares (vendedoras de água potável). E os veículos especializados dos Bombeiros, por que não estavam no domínio da situação? Há tempos, denúncias de próprios integrantes do Corpo de Bombeiros expunham pretensas falhas naquela corporação e se especulava à larga que os bombeiros estariam sem condições de enfrentar um sinistro de média monta, por absoluta falta de material especializado. Pois ontem, no incêndio do Cheiro da Terra, faltou água. Daí, o corre-corre dos caminhões-pipa de empresas privadas. O desespero dos comerciantes que perderam tudo, o risco evidente de perdas humanas, a tensão explícita das autoridades que acorreram ao local do incêndio para tentar ? de alguma forma ? compensar as carências de equipamentos deixam claro a necessidade de se investir numa política preventiva em termos de defesa civil e, particularmente, investir nas condições de trabalho do Corpo de Bombeiros. Alagoas precisa de uma política preventiva de sinistros que seja permanentemente educativa, que disponha de fiscalização eficiente (privilegiando menos o esforço de contratação de ?consultorias especializadas? privadas), que hidrantes sejam polvilhados pela cidade (notadamente em áreas de risco). E que sejam melhoradas as condições de ação e intervenção do Corpo de Bombeiros, pelo menos lhes disponibilizando água.