loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

O novo m�nimo - Editorial

Ouvir
Compartilhar

A nação brasileira prepara-se para comemorar a chegada de 2006 em meio às expectativas criadas com as discussões entre o governo e lideranças sindicais sobre o novo valor do salário mínimo. Seria ótimo que as negociações avançassem o suficiente em benefício dos que dependem do menor piso salarial brasileiro para viver. E novamente teremos acirrada a contradição entre as interpretações de quem recebe e de quem paga. Os dois têm razão, no fim das contas. Quem recebe acha pouco o valor do salário mínimo; quem paga ? principalmente se for micro ou pequena empresa ? considerará alto demais. Quem recebe tem razão, pois o custo de vida real é cada dia maior (mesmo que os índices nem sempre captem o sofrimento crescente de quem precisa pagar as contas, ao fim do mês) e os aumentos anunciados pelo governo sempre ficam abaixo das contas mínimas de qualquer assalariado. Quem paga tem suas razões em enxergar demasia em quaisquer aumentos do salário mínimo, pois o governo nunca deixa de aplicar sobre esse valor o máximo de impostos, taxas, contribuições ? ou seja, o salário mínimo, que é pequeno demais para o assalariado, fica inchado além da conta para o empresariado em função da brutal carga tributária. O aumento do salário mínimo, portanto, será um alento para os menos favorecidos e, ao mesmo tempo, será um desalento para toda a contabilidade que tem esse valor como verdadeiro indexador da economia. O sonho de uma desoneração da produção, com a redução da brutal carga tributária ? o que poderia representar a possibilidade de aumentos maiores e reais para o valor do salário mínimo ? ainda está longe de se tornar realidade. Assim, resta saudar o ano-novo e o novo mínimo sem muita alegria, esperando que um dia esse valor possa representar o máximo de satisfação para todos.

Relacionadas