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Dubrovnik, a p�rola do Adri�tico

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| RUBENS VILLAR * Do alto da montanha que circunda a baía e o porto da bela Trieste, (Itália) cidade natal de Allan, italiano da melhor qualidade, que me deu boas dicas de como conhecê-la, se vê a Eslovênia e a Croácia, dois países vizinhos. Fiquei curioso e resolvi com minha alma andarilha seguir em frente. Fui à estação rodoviária e embarquei em um ônibus da Eurolinas, minha velha freguesa, que a partir de Londres, seu quartel general, cobre toda a Europa, desde a Atenas a Moscou. Percorri oitocentos quilômetros pela Eslovênia e Croácia, parando inúmeras vezes, para enjoada checagem de passaporte pelas polícias dos dois países e passando por interessante cidade como Split até chegar a Dubrovink, segundo registro histórico, fundada há 1300 anos, com suas praças pavimentadas de mármore. Igrejas, palácios, conventos, fontes e museus, tudo construído com pedra da mesma cor. Monumentos como a Igreja de São Salvador, o Mosteiro Franciscano, a Torre do Relógio, o Palácio Sponza, a Catedral da Assunção da Virgem e a belíssima e imponente muralha medieval, com dois quilômetros de perímetro, vinte e cinco metros de altura, dezesseis torres e uma magnífica fortaleza, quase arrasadas por duas mil bombas jogadas pelos sérvios, com a deflagração da guerra da antiga Confederação Iugoslávia, antes unificada e dominada, com mão de ferro pelo ditador Marechal Tito, que a governava. Após a sua morte o território dividiu-se em várias nações guerreando entre si: Croácia, Servia e Montenegro, Eslovenia, Macedônia, Bosnia-Herzegovinia. Dubrovnik, a principal cidade da Croácia, depois da sua capital Zagreb, foi uma das que mais sofreram. Recuperada pela organização das Nações Unidas, por iniciativa da Alemanha, França, Inglaterra e os próprios croatas e tornada Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco. Na parte moderna da cidade, bons hotéis, transportes coletivos aparentemente funcionando a contento, aeroporto internacional, porto moderno na rota dos grandes transatlânticos de cruzeiros internacionais, principalmente entre a Grécia e Veneza, na Itália. A cidade é alegre, e o povo é bonito. Em torno de Dubrovnik, a Ilha de Mljetd, de grande beleza cênica. No meio, um lago de água salgada, onde encontramos uma Abadia Beneditina, antiqüíssima, do século XII, hoje transformada em hotel, invadido por turistas italianos em sua maioria, que vem à região para desfrutar das belezas naturais e dos preços convidativos, muito inferiores aos das grandes destinações turísticas italianas. (*) É ex-deputado, ex-senador e ex-governador de Roraima.

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