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Nº 5732
Opinião

Adeus, ano ido - Editorial

Lá se vai 2005, um ano sofrido no cenário internacional, tumultuado no horizonte brasileiro e com boas conquistas para os alagoanos. O mundo chorou a perda do papa João Paulo II e, pela primeira vez em tempo real, acompanhou passo a passo as longas exéqu

Por | Edição do dia 31/12/2005 - Matéria atualizada em 31/12/2005 às 00h00

Lá se vai 2005, um ano sofrido no cenário internacional, tumultuado no horizonte brasileiro e com boas conquistas para os alagoanos. O mundo chorou a perda do papa João Paulo II e, pela primeira vez em tempo real, acompanhou passo a passo as longas exéquias daquele que foi batizado como Karol Woytilla, assim como testemunhou todo o processo de eleição e posse de seu sucessor, Josef Ratinzger, entronado no lugar de São Pedro como Bento XVI. O mundo verteu lágrimas de dor pela continuidade das guerras e do terror e pelos acidentes da natureza. No Brasil, o tremer de terras na política deram o tom do ano, que se encerra deixando uma imagem de tumulto e lega ao futuro perguntas sem respostas, até porque as CPIs seguem sob holofotes e não emitem sinais de que resolvam seus inquéritos a contento (quem sabe mesmo quantas CPIs ainda estão a fervilhar nessa virada de ano?). Neste findo 2005, a cena política ficou dominada pelo descrédito e pela desesperança, desde o dia 6 de junho – quando o deputado Roberto Jefferson denunciou o mensalão – até hoje, com o ano sendo encerrado com a nítida sensação de que a contabilidade ética segue em aberto e em vermelho. As respostas dadas, como as cassações do denunciante Jefferson e de José Dirceu, o principal denunciado, foram ao mesmo tempo bombásticas e insuficientes. Quem mais se beneficiou do esquema, quais foram os valores totais? Além dos órgãos públicos, quais as outras fontes (privadas) do valerioduto? Perguntas ficam de herança para o ano vindouro. Em Alagoas, destacam-se conquistas como a inauguração do novo aeroporto internacional e do Centro de Convenções e a melhoria no índice de qualidade de vida infantil. E no campo das feridas abertas, assinalamos apenas a persistência dos problemas com a segurança pública. Enfim, a partir de hoje, 2005 será apenas história. Vamos em frente.

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