app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5730
Opinião

Ano-novo e vida nova

| Dom José Carlos Melo, CM * Estamos iniciando mais um ano novo, com novas esperanças e grandes expectativas, acreditando nas mudanças e sonhando com dias melhores. Essa é a visão cristã que nos envolve no desejo de uma vida nova nesse raiar do ano de 20

Por | Edição do dia 01/01/2006 - Matéria atualizada em 01/01/2006 às 00h00

| Dom José Carlos Melo, CM * Estamos iniciando mais um ano novo, com novas esperanças e grandes expectativas, acreditando nas mudanças e sonhando com dias melhores. Essa é a visão cristã que nos envolve no desejo de uma vida nova nesse raiar do ano de 2006, após as celebrações natalinas. Sem dúvida, há uma feliz relação entre o Natal e o ano-novo, que nos leva a afirmar: ano-novo, homens novos! O tempo em si é sempre o mesmo, mas é o homem que se transforma interiormente e se renova com a vida divina trazida e comunicada com a graça de Jesus. Numa visão retrospectiva podemos afirmar que atravessamos mais uma fase difícil na história da humanidade, com sérios problemas no campo social, político e econômico do nosso País e do mundo inteiro que abalam a vida das pessoas e das instituições, gerando inseguranças e incertezas. É nesse contexto que buscamos aperfeiçoar nossa fé em Jesus Cristo. Com essas motivações a palavra chave é: esperança. Precisamente acreditar no homem, na força do diálogo e da graça para a construção de um mundo novo. É uma tarefa de todos. O ano que se inicia exige de todos nós uma atuação cristã autêntica e responsável, porque tudo melhora e rejuvenesce quando cada um faz sua parte. Mas é no recesso dos corações que o essencial acontece. A boa vontade e a colaboração operam transformações decisivas para a vida e para o bem de todos. Precisamos também iniciar o novo ano em um grande clima de oração, recordando um conhecido pensamento do pe. Roque Schneider: “A oração é fundamental em nossa existência. Insubstituível terapia que infunde serenidade e coragem nos caminhos da humanidade, no ano que se inicia”. Na abertura deste ano-novo, nosso pensamento e nossa solicitude se voltam para uma realidade particularmente dolorosa: É a multidão de famintos na periferia de nossa capital e no interior do Estado. Lamentavelmente, sempre esteve presente na casa dos pobres. Ao mesmo tempo, preocupa-nos a marcha assustadora de violência que se generaliza em nossa sociedade com freqüentes crimes em todos os níveis. Esta situação pede de todos nós uma semente de paz, um pensamento de paz. Ela é dom de Deus, mas é também tarefa dos homens. Mais uma vez, neste crepúsculo do ano velho de 2005 e na aurora do novo ano de 2006, quero repetir a todos minha mensagem inicial de esperança. Com esses sentimentos, desejo a todos um ano-novo feliz na paz e alegria do Senhor Jesus. (*) É arcebispo metropolitano de Maceió.

Mais matérias
desta edição